Copom não dá pistas sobre novo corte de juros, após 5ª redução da Selic
Comitê do Banco Central, mais uma vez, manteve o mistério sobre sequência da política monetária: culpa da incerteza do cenário atual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), mais uma vez, não deu pistas ao mercado sobre o que acontecerá com os juros no Brasil nas próximas reuniões do órgão, marcadas para o início de novembro (dias 3 e 4) e dezembro (8 e 9).
Nesta quarta-feira (16/9), o Copom decidiu por mais um corte da taxa básica de juros (Selic) do país, em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano. Essa foi a quinta redução seguida do indicador, que estava em 15% em janeiro deste ano.

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Ver todasNo comunicado em que aponta os motivos da decisão, o Copom manteve o mesmo texto do documento divulgado em agosto, quando a Selic foi reduzida de 14,25% para 14%: “Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
A seguir, o órgão do BC, também à semelhança do que fez em agosto, observa: “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesProjeções
Na comparação entre os comunicados de agosto e o atual, o Copom registrou a mudança da expectativa da inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa semanal Focus, feita pelo BC com economistas do mercado. Agora, as projeções são de 4,9% (2026) e 4,3% (2027). No mês passado, estavam, respectivamente, em 5,0% e 4,2%.
Ocorre que o órgão não alterou a estimativa do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, o atual “horizonte relevante” de política monetária. Nesse caso, ela se situa em 3,2%, o mesmo patamar de agosto.
O “horizonte relevante” é o período no qual as decisões sobre a taxa de juros tomadas agora pelo Banco Central surtem efeito máximo sobre a atividade econômica e, consequentemente, sobre a inflação.



