Capacidade dos reservatórios das hidrelétricas deve ficar abaixo do nível de 2014

Informação é de técnico da Aneel. Ele alertou, no entanto, que a redução da capacidade para abaixo de 19% ainda não inviabiliza a geração

atualizado

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crise hídrica e energética, reservatório da usina hidrelétrica de itumbiara enfrenta redução do nível da água, em razão da seca e da estiagem
1 de 1 crise hídrica e energética, reservatório da usina hidrelétrica de itumbiara enfrenta redução do nível da água, em razão da seca e da estiagem - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Gentil Nogueira afirmou, nesta quarta-feira (8/9), que a capacidade geral dos reservatórios das usinas hidrelétricas deve ficar abaixo do mínimo de 19%, registrado na crise de 2014. Atualmente, está em 28,8%.

O técnico da Aneel destacou, no entanto, que a redução da capacidade abaixo de 19% ainda está dentro das possibilidades de operação do sistema. Ele explicou que as hidrelétricas Sudeste/Centro-Oeste geram 70% da energia desta fonte, mas que hoje os seus reservatórios estão com 20,91% da capacidade.

De acordo com o especialista, o aumento da quantidade de linhas de transmissão de 2001 para cá permite que seja levada energia do Nordeste, que está com uma capacidade mais alta, para o restante do país.

Acionamento das térmicas

As usinas térmicas foram acionadas desde outubro de 2020 para tentar suprir a falta de geração de energia pelas usinas hidrelétricas, impactadas pela seca – considerada a mais crítica dos últimos 91 anos. As térmicas, entretanto, além de serem mais caras, são também mais poluentes.

De acordo com especialistas, entretanto, o governo deveria ter acionado mais usinas térmicas ainda em maio deste ano, o que pouparia água dos reservatórios e custaria menos aos cofres públicos, uma vez que seria possível ligar antes as usinas que geram energia mais barata.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) concordou com este diagnóstico. “[O governo] Tinha conhecimento, desde o ano passado, de que essa crise hídrica se instalaria, tendo em vista o fenômeno La Niña, que ocasiona a diminuição de chuvas em boa parte do Brasil. Isso já era esperado. E o que fez o ministro? Nada. Ficou parado”, disse de acordo com a Agência Câmera de Notícias.

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