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Foi aprovada nesta quarta-feira (7/1), no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compra das companhias Petroquímica Suape e Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), ambas da Petrobras, pelo grupo mexicano Petrotemex. No entanto, o conselho colocou restrições à transação.

A Petrobras tinha fechado a venda das empresas, por US$ 385 milhões, no fim de 2016. Mas como pode gerar concentração de mercado na produção de ácido tereftálico purificado (PTA) – usado na fabricação de fibras, filmes e plásticos de engenharia, além de garrafas PET, entre outros produtos –, o negócio precisava ser chancelado pelo Cade.

Para concordar com a venda, o Cade exigiu que o comprador venda o PTA à brasileira M&G, a volumes, preços e prazos pré-definidos, porém ainda não divulgados. Assim, a empresa nacional teria condições de preparar sua própria produção ou outras empresas do exterior poderiam entrar no mercado brasileiro durante a vigência das salvaguardas impostas pelo conselho ao grupo mexicano.

A operação faz parte do plano de desinvestimento da Petrobras – ou seja, venda de bens da estatal para torná-la mais competitiva e sanear suas contas. Com o mesmo objetivo, nesta terça (6), a empresa começou o processo para venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, estopim da Operação Lava Jato – os interessados têm até o dia 23 para se manifestar.

 

 

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