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Estopim da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a refinaria de Pasadena, instalada nos Estados Unidos, foi colocada à venda nesta terça-feira (7/1), pela Petrobras. Em comunicado ao mercado financeiro, a estatal informou ter iniciado o processo, com a divulgação de todas as informações sobre o ativo.

O prazo para demonstração de interesse vence no próximo dia 23. Depois disso, o processo de venda segue os trâmites normalmente adotados pela estatal, até chegar à fase final de aprovação pelo conselho de administração e assinatura dos contratos. Fornecedores incluídos na lista negra da Petrobras, por terem sido citados na Operação Lava Jato, estão impedidos de participar do processo.

A compra de Pasadena pela estatal chamou a atenção da Polícia Federal porque o valor pago inicialmente apenas pela metade do ativo, US$ 360 milhões, foi muito superior aos US$ 42,5 milhões que a belga Astra Oil tinha desembolsado pouco antes pela totalidade da mesma unidade. O ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, em delação premiada, admitiu desvio de recurso no investimento.

Agora, entre os ativos colocados à venda estão a refinaria de 110 mil barris por dia e capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, o terminal marítimo, a logística e os estoques associados, “além de um terreno estrategicamente localizado no canal marítimo de acesso a Houston (Houston Ship Channel), para oportunidades de expansão futura”, informou a estatal.

A operação é conduzida pela subsidiária Petrobras America Inc (PAI). Segundo o documento, a empresa contratou o banco Evercore para conduzir o processo de venda “junto a um seleto grupo de partes potencialmente interessadas”.

Para participar da concorrência, o valor de mercado da empresa interessada, seu patrimônio líquido e a soma dos seus ativos ou de sua “empresa-mãe” devem ser igual ou superior a US$ 500 milhões. Além disso, a relação dívida líquida/Ebitda deve ser menor que cinco vezes, indica o documento divulgado pela Petrobras.

Os interessados devem ainda já ter participado de negócios no setor e, no caso de comercializadoras de derivados, devem ter investido pelo menos uma vez no setor de petróleo e gás nos últimos 10 anos.

 

 

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