Brasil é prisioneiro de “armadilha de crescimento zero”, diz Guedes

A declaração ocorreu em meio a um evento da CNI, nesta terça-feira (7/12), que contou com a participação do presidente Bolsonaro

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Paulo Guedes em evento da CNI
1 de 1 Paulo Guedes em evento da CNI - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou a empresários que o Brasil é prisioneiro de uma “armadilha de crescimento zero” em razão de políticas econômicas ruins do passado, que fizeram aumentar a carga tributária sobre as empresas e os trabalhadores. O ministro também criticou o imposto sindical e disse que a forma de financiamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é equivocada.

A declaração ocorreu em meio a um evento da própria CNI, nesta terça-feira (7/12), que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outros integrantes do governo. Na ocasião, a CNI entregou um documento ao presidente com 44 propostas para a retomada da indústria e do emprego em 2022.

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O ministro da Economia criticou a forma de financiamento da CNI
Paulo Guedes em evento da CNI: industrialização paralisada nos últimos 10 anos
Paulo Guedes, ministro da Economia
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O ministro da Economia criticou a forma de financiamento da CNI
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Paulo Guedes em evento da CNI: industrialização paralisada nos últimos 10 anos

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“Brasil cresceu zero nos últimos 10 anos. Longa história de modelo que deu errado e o Brasil é prisioneiro. Nosso diagnóstico era reindustrializar o Brasil. Vamos transformar a economia brasileira”, apontou o ministro.

Guedes agradeceu a contribuição e disse que gostaria de deixar uma frase otimista aos presentes. “Dos 44 itens que estão aqui, diria que 40 deles estamos já trabalhando juntos há dois ou três anos. Vou abrir aleatoriamente o documento aqui: ‘aprovar a reforma tributária’, estamos tentando. ‘Reduzir burocracia com comércio exterior’, estamos tentando. ‘Avançar acordos internacionais’, estamos fazendo”, afirmou.

Em contrapartida, ele reclamou da forma de financiamento do chamado Sistema S, composto por um conjunto de instituições administradas pela CNI, cujo financiamento provém de recursos recolhidos pela Receita Federal sobre a folha de pagamentos das empresas.

“Quero deixar uma reflexão para a CNI. Faz um belíssimo trabalho, mas a forma de financiamento está equivocada. Não pode ser imposto sobre folha de pagamento, que é uma arma de destruição de massa de empregos. Se não falarmos a verdade uns para os outros, não vamos ter sucesso. Só teremos sucesso se falarmos a verdade uns para os outros”, afirmou em meio a aplausos inclusive do presidente da CNI, Robson Andrade.

Propostas

Um pouco antes da fala de Guedes, o chefe da instituição havia reforçado outras propostas contidas no documento, que incidem nas áreas de eficiência do estado, financiamento, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, comércio exterior, relações de trabalho e micro e pequenas empresas. Andrade frisou, contudo, por diversas vezes, a importância da aprovação da reforma tributária para a indústria.

“Este governo tem a oportunidade de realizar, ainda nesse mandato, a mais importante das reformas para a redução do Custo Brasil. Uma reforma que outros governos não conseguiram fazer. Uma reforma que gerará um impacto extraordinário na competitividade da indústria brasileira e, consequentemente, no crescimento desse país e toda a nação”, declarou o presidente da instituição.

“O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu que o sistema tributário brasileiro é a principal e mais pesada ‘bola de ferro amarrada nos pés dos empresários’. Sendo assim, o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110, que está no Senado Federal, tem o apoio da indústria”, acrescentou.

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