CNI entrega a Bolsonaro propostas para a retomada da indústria em 2022

Presidente da instituição diz que, nos últimos 10 anos, a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano

atualizado 06/12/2021 18:13

Fotografia colorida. Bolsonaro aparece de perfil, à esquerda da imagem, vestindo paletó. A foto foi tirada no Palácio da AlvoradaRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, entrega ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (7/12) um documento com 44 propostas para a retomada da indústria e do emprego em 2022.

Eles vão se encontrar durante um almoço com empresários, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), organizado pela CNI. Os projetos são das áreas de tributação, eficiência do estado, financiamento, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, comércio exterior, relações de trabalho e micro e pequenas empresas.

Robson Braga de Andrade afirma que, nos últimos 10 anos, a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano. Perdeu espaço no PIB brasileiro e na produção mundial, nas exportações brasileiras e nas exportações de manufaturados. E, ao longo de 2021, a produção da indústria tem sofrido quedas constantes.

“As disfunções enfrentadas diariamente pelas empresas afetam com mais intensidade os fabricantes de bens de capital e de produtos de consumo duráveis, que são segmentos dinâmicos, de maior complexidade tecnológica e com impacto significativo sobre a produtividade e no emprego. Em 10 anos, a participação desses ramos no valor adicionado da indústria de transformação recuou de 24% para 19%”, explica o presidente da CNI.

Além disso, os problemas decorrentes da pandemia da Covid-19 ainda persistem, como os desarranjos nas cadeias produtivas, que resultam em escassez de insumos e matérias-primas e elevações de preços no mercado global. E os setores produtivos dependem do consumo das famílias, que sofrem com o impacto do alto nível de desocupação.

“Os desafios são muitos, a agenda é complexa e não existe uma única medida que leve o país para onde desejamos. A agenda precisa ser tratada em conjunto para que alcancemos a meta de uma economia forte, com crescimento estável e bem-estar social”, afirma Robson Andrade.

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