Bolsonaro no Mercosul: “Brasil não aceita retrocesso ideológico”

O presidente disse ainda que irá investir na tarifa de exportação comum entre os países do bloco econômico

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atualizado 05/12/2019 13:02

Enviada especial a Bento Gonçalves (RS) – Ao abrir a 55ª Cúpula do Mercosul, nesta quinta-feira (05/12/2019), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a redução da tarifa de exportação comum (TEC) entre países do bloco e disse que o Brasil não aceitará “retrocesso ideológico” nas negociações que já estão em curso entre os integrantes do Mercosul.

Até o momento, Brasil e Argentina defendiam essa redução. No entanto, o atual presidente argentino, Maurício Macri, alinhado ao governo brasileiro, deixará o poder na próxima terça-feira (10/12/2019). Já o sucessor, Alberto Fernández, não concorda com a medida e anunciou em sua campanha que fará uma política mais protecionista do produto nacional.

“O Brasil confia na abertura econômica como ferramenta de desenvolvimento e, por isso, insiste na necessidade de modernizar a tarifa externa comum. Não podemos perder tempo. Precisamos levar adiante as reformas que estão dando vitalidade ao Mercosul, sem aceitar retrocessos ideológicos”, disse Bolsonaro, ao abrir a reunião.

O presidente brasileiro também disse que o Brasil vai realizar o pagamento de R$ 12 milhões junto ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). “Vamos regularizar nossa situação com o fundo em um futuro próximo”, prometeu Bolsonaro.

Macri, por sua vez, se despediu do Mercosul dizendo que sua participação no bloco “foi uma grande aposta do governo e dos argentinos”.

Ele também defendeu a necessidade de “modernizar o bloco” e de não aceitar retroceder nas negociações. Modernizar o bloco é o que precisamos. Avançamos como em décadas não havíamos avançado”.

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