Bolsonaro minimiza inflação alta em 2021: “Em 2015 foi de 10% também”

Inflação oficial do país no ano passado ficou em 10,06%, maior taxa desde 2015, quando o IPCA registrou alta de 10,67%

atualizado

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Marcos Corrêa/PR
Roberto Campos Neto, Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Banco Central
1 de 1 Roberto Campos Neto, Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Banco Central - Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionou a inflação alta registrada em 2021 à crise decorrente da pandemia de Covid-19 e às políticas de restrição adotadas por governadores e prefeitos.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (12/1) à Gazeta Brasil, ele comparou 2021 com o resultado de 2015, último ano do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Se eu não me engano, em 2014 ou 2015, a inflação foi de 10% também. Me aponte qual crise aconteceu nesses dois anos. Não teve crise nenhuma. Nós tivemos aqui a questão do Covid. Com a política do ‘fique em casa’, a cadeia produtiva sofreu solavancos. E a inflação é uma questão natural”, afirmou Bolsonaro na entrevista.

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2021 com aumento de 10,06%, a maior taxa desde 2015, quando foi de 10,67%.

De acordo com o IBGE, o resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que apresentou a maior variação, de 21,03%, e o maior impacto, de 4,19 pontos percentuais, no acumulado do ano.

Em seguida aparecem habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por 79% do IPCA de 2021.

BC culpa crise hídrica e falta de insumos

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, atribuiu o estouro da meta de inflação em 2021 a uma mistura de fatores: criação da bandeira de energia elétrica de escassez hídrica, alta das commodities e falta de insumos para as cadeias de produção.

Campos Neto enviou na terça-feira (11/1) uma carta aberta ao presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), o também ministro da Economia, Paulo Guedes, para justificar por que a inflação terminou o ano passado em 10,06%, quase o dobro do teto da meta do ano – 5,25%.

Em 2021, o alvo central da meta para a inflação era de 3,75%, com margem de tolerância entre 2,25% e o limite máximo de 5,25%.

O envio da carta é exigido quando a inflação no ano ultrapassar o teto da meta, como aconteceu no ano passado, ou ficar abaixo do piso.

No documento, Campos Neto explicou que os principais fatores que levaram a inflação em 2021 a ultrapassar o limite superior foram:

  1. forte elevação dos preços de bens transacionáveis em moeda local, em especial os preços de commodities;
  2. bandeira de energia elétrica de escassez hídrica; e
  3. desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos, e gargalos nas cadeias produtivas globais.

“O fraco regime de chuvas levou ao acionamento de termoelétricas e de outras fontes de energia de custo mais elevado durante a segunda metade de 2021, resultando em aumento expressivo das tarifas de energia elétrica”, relatou o presidente do BC.

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