Bolsa cai quase 18% e se aproxima de terceiro circuit breaker

Investidores mostram pânico com efeitos do coronavírus na economia. Terceira suspensão nunca aconteceu na bolsa brasileira

atualizado 16/03/2020 12:15

O Ibovespa, índice que mede a bolsa brasileira, voltou do segundo circuit breaker do dia com queda de 17,68% e voltou aos 70 mil pontos, conforme registro feito às 13h31 desta quinta-feira (12/03).

Caso a queda persista e ultrapasse os 20%, a B3 vai precisar acionar a terceira paralisação do dia, o que jamais aconteceu na história do país.

Neste caso, os negócios são suspensos por tempo determinado pela própria Bolsa de Valores brasileira, que vai comunicar a duração da pausa ao mercado. Há possibilidade até de encerramento antecipado do pregão.

O segundo circuit breaker foi acionado às 11h13 desta quinta ao cair 15,43%, paralisando o pregão por uma hora.

Confirmando as expectativas do mercado ouvidas pelo Metrópoles, a bolsa brasileira abriu em forte queda na manhã desta quinta-feira e, com 20 minutos, anunciou o primeiro circuit breaker do dia. As transações foram suspensas às 10h20, quando o índice caía 11,65%. A interrupção de meia hora não acalmou os investidores.

Este é a quarta vez na história que a bolsa brasileira aciona o circuit breaker pela segunda vez no mesmo dia.

A última dupla paralisação ocorreu em 6 de outubro de 2008, em meio ao ápice da crise do subprime, que começou nos Estados Unidos e se expandiu por todo o mundo.

No dia, as empresas brasileiras que mais registraram queda nas ações foram a Azul (-31%), a JBS (-23%) e a Petrobras (-20%).

As Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada. O Shangai composto, da China, fechou em -1,52%, e o menos abrangente Shenzhen Composto em -2,20%. Segundo o comunicado de reunião do Conselho Estatal, a China vai reduzir os compulsórios bancários mais uma vez, a exemplo do que fez em janeiro, para impulsionar o crédito a pequenas e médias empresas afetadas pelo coronavírus.

Na Europa, o cenário não é nada diferente. Pelos mesmos motivos, os mercados do velho continente têm pesadas perdas nos primeiros momentos do pregão desta quinta. Nas próximas horas, investidores esperam que o Banco Central Europeu (BCE) tome uma série de medidas de estímulos, em reação ao coronavírus.

Dólar
Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o novo coronavírus como pandemia e os Estados Unidos suspenderem os voos entre o país e a Europa, o dólar abriu em forte alta na manhã desta quinta-feira (12/03). A moeda norte-americana ultrapassou, pela primeira vez, os R$ 5.

O dólar bateu R$ 5,0280, conforme registro feito às 9h06 na manhã desta quinta-feira (12/03).

Em contrapartida, o Banco Central (BC) aumentou o montante previsto nessa quarta-feira (11/03) e anunciou o leilão de US$ 2,5 bilhões para esta quinta-feira, na tentativa de contar a alta da moeda norte-americana.

Após o movimento do BC, a moeda americana desacelerou e chegou a R$ 4,9161 às 10h desta quinta. Às 13h30, o valor estava em R$ 4,8750.

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