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Economia

Avianca entra com pedido de recuperação judicial

Desde a última semana, empresa vem sendo alvo de ações pedindo a retomada de aeronaves arrendadas por falta de pagamento

11/12/2018 16:01, atualizado 11/12/2018 17:26
Michael Melo/Metrópoles
Avianca entra com pedido de recuperação judicial

A Avianca Brasil entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Empresarial de São Paulo. O valor da causa é de R$ 50 milhões e o processo está em segredo de Justiça. A empresa ainda não se manifestou sobre o caso.

Desde a semana passada, a empresa vem sendo alvo de ações pedindo a retomada de aeronaves arrendadas por falta de pagamento. Após se expandir rapidamente, a Avianca Brasil enfrenta dificuldades para pagar fornecedores, cumprir obrigações com concessionárias de aeroportos e pode ter de devolver aviões. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (10/12), às 15h23.

O Metrópoles revelou que, por determinação judicial, dois aviões da Avianca Brasil foram apreendidos na noite do dia 5 deste mês, no Aeroporto Internacional de Brasília. Oficiais de Justiça cumpriram decisão da 31ª Vara Cível de São Paulo em favor de uma das credoras da empresa aérea, a Boc Aviation Limited.

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A decisão do juiz Cesar Augusto Vieira Macedo foi publicada no dia 26 de novembro. A subsidiária da empresa irlandesa ganhou em primeira instância o direito de reaver dois Airbus A320-351N. O valor da causa é de R$ 3,5 milhões e a dívida total da companhia brasileira, segundo fontes ouvidas pela reportagem, é de cerca de R$ 6 milhões.

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Avianca
A dívida com todos os aeroportos brasileiros, públicos e privados, chega a quase R$ 100 milhões – só com o de Guarulhos são R$ 25 milhões. Nos últimos dias, no entanto, a companhia conseguiu pagar parte do débito.

Com pagamentos atrasados junto a fornecedores e obrigações com concessionárias de aeroportos, a companhia aérea está sob risco de ter de devolver 11 aviões, o equivalente a 18% de sua frota, à Constitution Aircraft.

A companhia captou recentemente R$ 130,7 milhões com os bancos ABC, Daycoval, Safra e Fibra, com vencimentos entre 2018 e 2021, elevando para R$ 306 milhões o endividamento da companhia ao final do terceiro trimestre. No fim de 2017, estava em 194 milhões. (Com informações da Agência Estado)