Avanço das reformas é essencial para queda da taxa de juros, diz BC

Em ata do último encontro do Copom, em que a Selic foi mantida em 6,5% ao ano, Banco Central indicou projeção menor para o IPCA

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 25/06/2019 9:51

O Banco Central reafirmou nesta terça-feira (25/06/2019), por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que “a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”. Na semana passada, o BC manteve a Selic (a taxa básica de juros da economia) em 6,50% ao ano, pela décima vez consecutiva.

No documento, o BC também voltou a pontuar que “a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”. “Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva”, acrescentou o colegiado.

O BC registrou no comunicado que “o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco” ligado às reformas “é preponderante”. O Banco Central não vê risco maior de a reforma da Previdência fracassar, mas deixa claro que este se tornou o principal risco a ser observado.

Projeção menor para a inflação
O colegiado indicou que a projeção para o IPCA de 2019 no cenário de mercado está em 3,6%. Já a projeção para 2020 é de 3,9%.

São os mesmos valores citados no comunicado que acompanhou a decisão do Copom na semana passada. O cenário de mercado utiliza como referência as projeções do Relatório de Mercado Focus para a Selic e o câmbio.

Na ata do encontro anterior do Copom, ocorrido em maio, as projeções do cenário de mercado estavam em 4,1% para 2019 e 3,8% para 2020.

O centro da meta de inflação perseguida pela instituição este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 2,75% e 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,5% a 5,5%). Já a meta para 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No Relatório de Mercado Focus publicado nesta segunda-feira (24/06/2019), as instituições financeiras projetaram inflação de 3,82% em 2019 e 3,95% em 2020.

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