Arrecadação cai e chega a R$ 180 bilhões após cinco meses de alta
Desonerações e compensações tributárias a empresários influenciaram o resultado, segundo a Receita Federal
atualizado
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A arrecadação de impostos e contribuições registrou queda de 1,5% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2020. No total, o governo angariou para os cofres públicos R$ 180,2 bilhões no último mês. Em relação a dezembro do ano passado, houve aumento real de 13,02%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25/2) pela Receita Federal. O índice já apresenta a inflação descontada para o período.
O resultado interrompe uma série de cinco meses de crescimento real, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo a Receita, apesar do recuo na comparação com janeiro do ano anterior, a série histórica mostra que o resultado ficou acima de anos anteriores.
O valor arrecadado em janeiro foi o segundo maior para o mês na série histórica iniciada em 2008, ficando atrás apenas do primeiro mês de 2020, quando foi R$ 182,969 bilhões, com a inflação corrigida.
Influências
O valor deste ano foi influenciado pela arrecadação extraordinária de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), além do IRPF, no valor de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Outro fator é que empresários recorreram a compensações tributárias, o que acentuou a queda os valores arrecadados, segundo a Receita.
As compensações subiram 44,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Elas passaram de R$ 15,9 bilhões, em 2020, para R$ 23, bilhões no mês passado.
“Sem considerar os pagamentos atípicos e as compensações, haveria um crescimento real de 3,72% da arrecadação no mês de janeiro de 2021”, destaca a Receita, em relatório.
As desonerações concedidas pelo governo também impactaram na cifra. A renúncia fiscal chegou a R$ 7,9 bilhões em janeiro deste ano, valor maior do que no ano passado, quando ficou em R$ 6,7 bilhões.
