Após ouvir Guedes, Rodrigo Pacheco diz que vai pautar PEC de Guerra

Congresso resistia em aprovar contrapartidas fiscais para renovar auxílio, mas governo insistiu e Congresso estuda compensação

atualizado 18/02/2021 14:56

Hugo Barreto/Metrópoles

Após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sinalizou uma mudança no discurso ao afirmar que a prorrogação do auxílio emergencial será feita com contrapartida.

O Congresso vinha resistindo a votar medidas de contenção de despesas, como o congelamento de salários de servidores públicos por três anos, em troca de renovar o benefício.

 

Segundo Pacheco, não se trata de uma condição imposta pelo governo, “mas de uma sinalização positiva de que o Congresso e o Senado têm responsabilidade fiscal”. “Com cláusula de guerra, vamos poder prorrogar o auxílio emergencial”, disse ele.

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O senador informou que vai colocar na pauta na próxima semana a votação da PEC Emergencial (Proposta de Emenda Constitucional), que inclui uma cláusula chamada Orçamento de Guerra. Esse dispositivo é que dará ao governo a possibilidade de retomar o pagamento do auxílio, em troca de cortar outras despesas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também presente ao almoço, disse que o encontro “demonstra todo caráter de prioridades das duas Casas”. “Continuaremos a tratar de assuntos importantes para o Brasil, PECs, auxílio e vacinas. Todos os outros assuntos são laterais”.

Daniel Silveira

A pedido da equipe econômica, a Câmara deve resolver rapidamente se mantém ou não a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), para que isso não contamine a agenda que pode ajudar na retomada dos investimentos.

A tendência da Câmara é manter a decisão do Supremo por 11 a 0 que mandou prender o parlamentar por ataques à corte. “Problemas se acomodam com o tempo. Pautas continuarão firmes nas duas Casas”, concluiu Lira.

Diante do discurso pró-contrapartida, o ministro Paulo Guedes comemorou. “Perfeito, depois desses dois (Pacheco e Lira), a gente não precisa falar mais nada”.

 

 

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