Alckmin sobre tarifaço dos EUA ao aço: “Caminho não é olho por olho”

Vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin classificou a medida de taxação dos EUA como “equivocada”

atualizado

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Geraldo Alckmin anunciou medidas visando a redução dos preços dos alimentos e zerar os tributos sobre vários alimentos importados - Metrópoles
1 de 1 Geraldo Alckmin anunciou medidas visando a redução dos preços dos alimentos e zerar os tributos sobre vários alimentos importados - Metrópoles - Foto: <p>Kebec Nogueira/Metrópoles<br /> @kebecfotografo</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quinta-feira (13/3) que a decisão dos Estados Unidos de subir as tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio não foram contra o Brasil. “Ela foi uma medida geral, para todos os países, ela não foi específica”.

As novas tarifas entraram em vigor a partir de 0h dessa quarta-feira (12/3) e afeta diretamente o Brasil, que é um dos principais fornecedores do material para os norte-americanos.

Alckmin classificou a medida como “equivocada”, porque os EUA têm déficit comercial com o mundo, mas não com o Brasil, com quem tem superávit. “O Brasil não é problema para os Estados Unidos na questão comercial”, disse.


Entenda

  • Segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano, cerca de 25% do aço e 50% do alumínio usados no país são importados. O Brasil é o segundo maior fornecedor dos EUA, atrás apenas do Canadá.
  • No acumulado de 2024, o Brasil vendeu pouco mais de 4 milhões de toneladas ao país, o que corresponde a 15,5% de tudo o que os EUA compraram de fora. De acordo com o governo norte-americano, o montante chegou a US$ 2,9 bilhões.
  • Embora não tenha como principal alvo o Brasil, mas a China, o “tarifaço” do presidente Donald Trump deve atingir duramente a siderurgia nacional, que terá de vender o excedente do produto para outros países, sob pena de diminuir a produção, em meio ao risco de redução de empregos.
  • Para a economia brasileira, como um todo, as tarifas impostas pelos EUA têm o potencial de reduzir a circulação de dólares no país, com a redução das vendas, o que pode levar a uma forte desvalorização do real frente ao dólar.

“Nós entendemos que o caminho não é olho por olho. Se fizer olho por olho vai ficar todo mundo cego. O caminho é ganha-ganha. Comércio exterior é ganha-ganha”, argumentou o vice-presidente. “Eu sou mais competitivo em uma área, eu exporto mais. Ele é mais competitivo e exporta mais, e ganha o conjunto da sociedade. Esse é o caminho. Então, é reciprocidade e buscar o diálogo e é isso que nós vamos fazer”.

Nesta sexta-feira (14/3), ocorrerá uma reunião técnica, da qual Alckmin não deverá participar. Depois disso, começam as negociações. “Todo dia eu estou com o presidente Lula, vou sempre mantendo-o a par dos assuntos”, disse.

Estimativas do Instituto Aço Brasil indicam que os EUA ficaram com cerca de 60% do volume de exportações de produtos siderúrgicos do Brasil no ano passado. O “tarifaço” deve impor dificuldades adicionais às empresas para que redirecionem suas exportações.

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