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Brasil

Durigan reconhece que governo precisa dar sinalizações para juros caírem

Copom decidiu, nessa quarta-feira (4/11), interromper queda da Selic e manter juros em 13,75% ao ano no Brasil

05/11/2026 09:43, atualizado 05/11/2026 10:45
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Dario Durigan, ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu, nesta quinta-feira (5/11), que o governo federal precisa apresentar medidas que caminhem no sentido de oferecer condições para que a taxa de juros baixem no país.

“Nós precisamos adotar as medidas necessárias, as condições para que, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua no Brasil”, afirmou o ministro.

O comentário de Durigan foi feito após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper o ciclo de cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros da economia, a Selic. O índice ficou em 13,75%.

Durigan evitou criticar a decisão de manutenção dos juros, no entanto, reforçou que considera o índice alto.

“O Brasil com a taxa de juros neste patamar é uma taxa de juros bastante alta e muito ruim para a economia e para todos os setores, mesmo setor financeiro, o setor produtivo”, afirmou.

Por parte do governo, as condições para redução nos juros dizem respeito principalmente ao controle de gastos. O comunicado do Copom cita que continua atento à política fiscal interna, “reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”.

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O governo tem recebido pressão do mercado para apresentar medidas de controle de despesas. A bolsa tem sequências de queda e o dólar de alta.

Durigan se reúne na manhã desta quinta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar sobre a dívida pública, como antecipou o Metrópoles, na coluna de Matheus Leitão.

Ajuste fiscal com “corte de privilégios” e revisão de “benefícios”

O ajuste fiscal defendido por Durigan prioriza o “corte de privilégios” e a revisão de benefícios fiscais.

“Quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas, olhando para corte de privilégios, retomada de uma série de revisões de benefícios, revisões de gasto primário, a gente dá as condições para que o orçamento seja superavitário”, destacou.

As propostas em questão, estão sendo discutidas por Durigan e outros integrantes da equipe econômica do governo federal.

Elas só serão conhecidas após o retorno do presidente da República da Conferência das Partes (COP31) — reunião que trata da emergência climática. O evento será realizado de 9 a 20 de novembro de 2026 na cidade de Antália, na Turquia.

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“O presidente tem viagem para a COP, preparação do presidente para isso. A gente vai seguir debatendo, seguindo a levar propostas (de ajustes). Tenho falado com o presidente diariamente, mas para os próximos dias não (haverá anúncio). Acho que quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações”, afirma o ministro.

Durigan reconhece que governo precisa dar sinalizações para juros caírem