Durigan diz que governo estuda crédito para suavizar fim da escala 6x1
Durigan avalia que transição da jornada de trabalho deve ocorrer com mecanismos para adaptação de empresas e trabalhadores

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (3/9) que o governo estuda a criação de linhas de crédito para facilitar a transição no eventual fim da escala de trabalho 6×1.
A proposta, segundo ele, é garantir que a mudança ocorra de forma “indolor”, especialmente para setores que possam enfrentar maior impacto com a redução da jornada.
A declaração foi feita em entrevista à Record e ocorre em meio ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre propostas que alteram o modelo atual de jornada. O governo defende a redução da carga semanal, hoje de 44 horas.

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Ver todasDe acordo com Durigan, a ideia é usar instrumentos de crédito para apoiar empresas durante o período de ajuste, evitando demissões ou aumento abrupto de custos. O ministro tem reiterado que a transição precisa considerar as especificidades de cada setor e ser construída em diálogo com o setor produtivo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“As que forem afetadas, vão ter uma série de discussões e trabalhos a serem feitos conosco. Vai ter que ter contratação de hora extra? Qual vai ser o impacto na empresa? Vai precisar de suporte em termos de capacitação ou de linha de crédito subsidiada? A gente pode discutir isso com as empresas, de modo que a gente faça essa transição da maneira mais simples e indolor para os empresários brasileiros”, disse.
Durigan afirma que a revisão da jornada deve ser vista como um avanço nas relações de trabalho, mas pondera que o processo precisa ser estruturado para evitar distorções econômicas. Estudos citados pelo ministro indicam que parte dos setores já opera com modelos diferentes de jornada, o que poderia reduzir o impacto da mudança.
O fim da escala 6×1 é tratado pelo governo como uma das agendas estruturais para os próximos anos, com potencial impacto sobre produtividade, qualidade de vida e organização do mercado de trabalho.
A medida foi aprovada nessa quarta-feira (2/9) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Nesta quinta, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que a proposta será levada ao plenário após as eleições.



