Durigan comemora reabertura do Estreito de Ormuz: “Importante”
Ministro destaca peso estratégico da região e diz que trégua é positiva, mas afirma que mercado ainda busca acordo mais estável
atualizado
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A reabertura do Estreito de Ormuz foi recebida como um sinal positivo nesta sexta-feira (17/4) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que classificou o movimento como “importante” e destacou o peso estratégico da região para o abastecimento global de óleo.
Segundo ele, o tema tem dominado discussões recentes com representantes internacionais, especialmente diante das dificuldades de construção de um acordo duradouro no Oriente Médio.
“Há desafios para se fechar um acordo crível à comunidade internacional e principalmente ao mercado, por conta da oscilação do valor do Brent”, afirmou. Durigan está nos Estados Unidos para participar das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro afirmou que as negociações envolvem múltiplos atores, incluindo EUA, Israel, Irã e países do Golfo pérsico, o que torna mais complexa a consolidação de um entendimento que traga estabilidade.
“Por mais que se faça um anúncio de cessar-fogo, que é importante, é positivo, todo mundo apoiou, a questão é o quanto a gente tem condições de caminhar para um acordo que seja mais definitivo e que estabilize as expectativas de um ponto de vista crível”, disse.
Ele ressaltou que, embora a sinalização de trégua seja relevante, o mercado ainda busca garantias mais consistentes de previsibilidade. A falta de um acordo considerado confiável, segundo ele, mantém incertezas sobre a trajetória dos preços do petróleo, referência para cadeias produtivas e inflação em diversos países.
A reabertura do canal ocorreu nesta sexta-feira (17/4). A passagem marítima é uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e derivados. Cerca de 20% de todo o petróleo global passa pelo local, o que amplia o impacto de qualquer interrupção ou restrição no fluxo.
Nos últimos dias, a instabilidade na região havia elevado preocupações sobre o fornecimento global e pressionado as cotações do Brent, principal referência internacional. A normalização do tráfego, ainda que parcial, tende a aliviar parte dessas tensões, mas analistas apontam que o cenário segue dependente de avanços diplomáticos.
