Durigan afirma que governo federal terminará o ano com déficit zero
Ministro da Fazenda ainda afirmou que, "com alguma sorte", o governo Lula atingirá superávit. "A conta está em ordem", disse

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (29/7) que o governo federal deve encerrar o ano de 2026 com o déficit zerado. “Com alguma, sorte fazendo um superávit”, ressaltou.
“Nós recebemos uma conta em 2023, primeiro ano dessa gestão, em que fechamos — para pagar calote de precatórios, calote em governador — R$ 232 milhões no negativo. Em 2024, a gente zerou o déficit. Esse ano vamos seguir com o déficit zerado. Com alguma sorte, fazendo um superávit. Mas a conta está em ordem. A conta do Tesouro vai fechar em ordem no fim do ano””, disse em entrevista à rádio Capital 95 FM, do Mato Grosso do Sul.
O ministro do governo Lula citou que a economia brasileira enfrenta desafios como a guerra no Irã, o El Niño e o tarifaço dos Estados Unidos – que impôs novas tarifas adicionais a produtos brasileiros, e afirma que a Fazenda determinou o corte de R$ 17.5 bilhões dos órgãos públicos.
“Esse ano, embora tenha guerra no Irã, el niño, tarifaço injusto contra a gente, tem eleição, nós estamos cortando R$ 17.5 bilhões do orçamento. Você ouve muita gente dizendo na imprensa ‘o governo gasta muito’. O governo, em ano de eleição, está cortando — eu estou fazendo essa medida — R$ 17,5 bilhões dos órgãos públicos, até para mostrar para as pessoas que o governo tem que primeiro fazer o seu papel antes de cobrar das empresas, das famílias e dos agricultores. O governo tem que dar o exemplo”, disse Durigan.

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Ver todasO governo criticou o governo anterior e afirmou que a gestão atual dá previsibilidade sobre o orçamento do ano que vem, alegando que o “próximo governo vai ter uma condição melhor de seguir fechando conta, diminuindo taxa de juros, do que a gente teve”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOrçamento fake
“Lembra que em 2022 foi apresentado um orçamento para 2023 que não tinha R$ 600 para o Bolsa Família, não tinha Farmácia Popular, não tinha um monte de coisa. Era um orçamento fake. O orçamento do próximo ano, apesar de eu estar vivendo um ano de eleição, ele é direitinho, com tudo que tem que cortar, com tudo que tem que cobrar”, disse o ministro.



