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Brasil

Dívida pública federal atingiu R$ 9,2 trilhões em junho de 2026

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta quarta-feira (29/7) pelo Tesouro Nacional

29/07/2026 14:52, atualizado 29/07/2026 15:07
Divulgação/Tesouro Nacional
Tesouro Nacional

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 9,2 trilhões em junho, aumento de 2,61% em relação ao mês anterior, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD) publicado nesta quarta-feira (29/7) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, a variação é justificada pela emissão líquida, no valor de R$ 142,25 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, de R$ 93,48 bilhões.

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Com esses dados, o estoque da dívida pública federal ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.

O prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, passou de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho, ficando dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).

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Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
  • Apropriação positiva de juros ocorre quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
  • Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões.

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (14,25% ao ano). Em junho, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

  • Taxa Flutuante (Selic): 49,32%;
  • Índices de Preços (IPCA): 25,90%;
  • Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 21,04%; e
  • Câmbio: 3,74%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,54% em maio para 31,76% em junho. A participação da Previdência Social na DPF saiu de 23,92% para 22,52%.

Confira os demais detentores:

  • Fundos de Investimento têm participação de 22%, com estoque de R$ 1,9 trilhão;
  • Não residentes têm participação de 9,95%, com estoque de R$ 887 bilhões;
  • Seguradoras têm participação de 3,34%, com estoque de R$ 298 bilhões;
  • Governo tem participação de 2,75%, com estoque de R$ 245 bilhões; e
  • Outros têm participação de 4,73%, com estoque de R$ 422 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública aumentou em junho em comparação a maio. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão aumentou 11,71%, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,3 bilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 8,33 meses de vencimentos de títulos.