Dívida pública federal atingiu R$ 8,7 trilhões em abril de 2026

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta quarta-feira (27/5) pelo Tesouro Nacional

atualizado

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1 de 1 tesouronacional - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,7 trilhões em abril, um aumento de 1,91% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (27/5) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, a variação é justificada pela emissão líquida no valor de R$ 83,95 bilhões e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 80,86 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.

O prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, passou de 4,10 anos em março para 4,12 anos em abril, ficando dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).


Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
  • Apropriação positiva de juros ocorre quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
  • Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões.

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (14,50% ao ano). Em janeiro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

  • Taxa Flutuante (Selic): 48,59%;
  • Índices de Preços (IPCA): 26,76%;
  • Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 20,85%; e
  • Câmbio: 3,80%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,47% em março para 31,46% em abril. A participação da Previdência Social na DPF saiu de 23% para 22,32%.

Confira os demais detentores:

  • Fundos de Investimento têm participação de 22,17%, com estoque de R$ 1,8 trilhão;
  • Não residentes têm participação de 10,38%, com estoque de R$ 878 bilhões;
  • Seguradoras têm participação de 3,35%, com estoque de R$ 283 bilhões;
  • Governo tem participação de 2,84%, com estoque de R$ 240 bilhões; e
  • Outros têm participação de 7,47%, com estoque de R$ 632 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública aumentou em abril em comparação a março. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão aumentou 20,69%, passando de R$ 885,42 bilhões para R$ 1 bilhões. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 8,91 meses de vencimentos de títulos.

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