Diretor do metaverso de Renan Bolsonaro foi preso por porte ilegal de arma

Filho do presidente, Renan Bolsonaro tem anunciado em suas redes sociais ser o embaixador do "primeiro metaverso do Brasil"

atualizado 07/12/2022 22:00

Arma de fogo que resultou na prisão de Victor Hugo, COO do Metaverso de Jair Renan Bolsonaro Foto: Reprodução

O diretor de operações do metaverso cujo embaixador é nada mais nada menos que o influenciador digital Jair Renan Bolsonaro, o filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (PL), já foi preso por porte ilegal de arma de fogo.

Há um mês Renan Bolsonaro tem anunciado em suas redes sociais ter se tornado o embaixador do “primeiro metaverso do Brasil”. A parceria é feita com a Myla Metaverse.

Um dos novos parceiros de Renan Bolsonaro tem passagem pela polícia. Victor Hugo dos Santos Sanvezzo é COO, sigla inglesa para Chief Operating Officer (algo como diretor de operações), do Myla Metaverse e foi preso em flagrante em setembro deste ano por porte ilegal de arma de fogo.

De acordo com boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, Victor Hugo estava em um bar em Maringá (PR), em 18/9, quando seguranças denunciaram à Polícia Militar do Paraná (PMPR) que dois indivíduos estavam armados.

Ao chegar no local, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, um carregador e 20 munições, além de R$ 19 mil, no carro de Wagner Hajime Akimoto, amigo de Victor Hugo.

Victor Hugo é COO do Myla Metaverse, segundo o site da empresa

De acordo com os seguranças, a arma teria sido colocada no carro por Victor Hugo, que tentou ainda se evadir do local com o veículo.

Aos policiais Victor Hugo negou, contudo, que sabia da arma de fogo e explicou que ia “retirar” o carro a pedido do amigo. Após ser preso em flagrante, ele pagou fiança de R$ 2 mil e foi posto em liberdade.

Renan Bolsonaro e Victor Hugo foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram. O espaço segue aberto.

Jogo de lançamento

O jogo de lançamento do Myla Metaverse traz personagens inspirados no atual cenário político, em uma alusiva luta do “bem” contra o “mal”. De um lado, NFTs — representações digitais de um ativo real — fazem referência a Jair Renan e ao pai, além do vereador Fernando Holiday e do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Do outro, os “robôs vermelhos” são chefiados por uma personagem chamado “Glande”, com características semelhantes ao do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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“O que o cabeça de p*ca do Supremo está fazendo aí sentado?”, perguntou um seguidor, em uma publicação da Myla Metaverse no Instagram.

“Glande do game”, respondeu a empresa, indicando realmente se tratar do ministro da Suprema Corte do país.

“Teremos um jogo inspirado no atual cenário político nacional do Brasil, onde os usuários encontrarão um portal para fase de luta. O primeiro tema dessa fase será a batalha contra os ‘Vermelhos’ que estão com planos de impedir o mercado cripto de prosperar. Para vencer, o player deve lutar contra os ‘Robôs Vermelhos’, enquanto o ‘chefão’, chamado ‘Glande’, está recebendo cobertura para executar seu plano maligno”, explica o filho do presidente.

“Após vencer os dois bots, ‘Glande’ percebe que está sozinho, o vilão vem atrás do player para tentar estabelecer seu plano, uma vez que o ‘Glande’ também é derrotado, o player vence a fase, comemora e recebe sua recompensa”, acrescenta Renan Bolsonaro.

Para investir na primeira land, a Myla Metaverse chega a cobrar R$ 250 no jogo.

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