Caso Ágatha: motorista de Kombi recebe ameaças, revela advogado

Magistrado não deu mais detalhes por questão de segurança das testemunhas. "Todas estão com bastante medo", disse

atualizado 25/09/2019 13:57

Reprodução/Facebook

O motorista que conduzia a Kombi, onde a menina Ágatha Félix, de oito anos, foi baleada, relatou estar se sentindo ameaçado. A revelação foi feita pelo representante da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Rodrigo Mandego, nesta quarta-feira (25/09/2019).

O advogado afirmou que a comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ continuará acompanhando a família para oferecer toda ajuda jurídica necessária. A Ordem tenta preservar as testemunhas para que não sofram nenhum tipo de represália. Mais tarde, a seccional divulgará nota sobre o caso.

“A gente não quer expor mais detalhes por questão de segurança das testemunhas. Todas estão com bastante medo. Elas moram em uma comunidade deflagrada do Rio de Janeiro, sofrem opressões por todos os lados”, disse o advogado em entrevista coletiva. “O motorista está se sentindo ameaçado”, complementou.

Rodrigo Mandego ainda explicou que a mãe de Ágatha, morta no último sábado (21/09/2019) no Complexo do Alemão (RJ), viu ao menos dois policiais no local. Os pais da estudante chegaram por volta das 10h30 desta quarta na Delegacia de Homicídios da Capital. Eles prestam novo depoimento sobre o caso.

“Todas as testemunhas ouvidas até agora, por parte da família e outras, dizem que não sabem de onde partiu a bala. A bala pode ter partido de uma briga de bar, de um marido tentando matar a mulher, de um marginal, de um policial, mas não havia confronto na localidade naquele momento”, reforça.

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