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Eleições 2026Brasil

Direita se divide entre pré-candidatos e esquerda se apoia em Lula

Crises na pré-campanha de Flávio Bolsonaro e pluralidade de nomes mudam estratégia da direita. Para a esquerda, Lula é o único pré-candidato

06/07/2026 04:30
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Arte Metrópoles
Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

Faltando três meses para a eleição presidencial de 2026, as crises na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e o racha entre os candidatos de direita têm dificultado a estratégia para crescer nas pesquisas de intenção de voto. Enquanto isso, a esquerda se apoia apenas na pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca da vitória deste ano.

A crise de Flávio Bolsonaro começou em maio com a divulgação de mensagens obtidas pelo site Intercept que indicam conexão direta entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por fraude bancária.

Informações apontam que o banqueiro teria repassado R$ 61 milhões para bancar o filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio caiu nas pesquisas de intenção de voto após o caso e continua atrás de Lula nos cenários de primeiro e segundo turno.

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O último levantamento do instituto AtlasIntel/Bloomberg, divulgado na quarta-feira (1º/7), mostra o petista liderando 46,3% na primeira rodada de votação para a reeleição à Presidência da República. O senador aparece com 36% e também seria vencido em um eventual segundo turno.

A pesquisa ocorre também em meio ao atrito público entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse ter sido desrespeitada e maltratada por ele durante uma conversa telefônica.

O pano de fundo é a articulação do PL no Ceará. Michelle é contra a aproximação da sigla com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do estado, e defende o apoio a nomes mais ligados ao bolsonarismo, como Eduardo Girão (Novo-CE).

Até o momento, apenas a senadora Damares Alves (PL-DF) se posicionou a favor da ex-primeira-dama e, inclusive, assim como a aliada, também foi ausência em um encontro de Flávio com mulheres conservadoras em Brasília esta semana.

Divisão

Alheios à crise de Flávio Bolsonaro, os demais pré-candidatos ligados à direita tentam maior desempenho. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PDS), considerado aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta se descolar do bolsonarismo para trilhar um caminho próprio.

Nesta semana, ele lançou o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab como seu vice em uma chapa “puro-sangue”. Integrantes da sigla afirmaram acreditar que Caiado tenha condições de chegar ao segundo turno da disputa e que ele tem “um perfil diferente” dos demais concorrentes.

Em entrevistas, Caiado tem evitado criticar Flávio e comentar sobre as polêmicas envolvendo o parlamentar.

A pré-campanha de Romeu Zema (Novo) tem como principal objetivo nacionalizar o nome do ex-governador de Minas Gerais para a Presidência. Ainda sem vice, ele negocia uma aliança com o Podemos, que ainda enfrenta resistências.

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Presidente Lula lidera diante do
Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Senador Flávio Bolsonaro (PL)
Senador Flávio Bolsonaro é o principal nome da direita para as eleições deste ano
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Senador Flávio Bolsonaro é o principal nome da direita para as eleições deste ano

Reprodução/Instagram
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Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Presidente Lula lidera diante do
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Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Senador Flávio Bolsonaro (PL)
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Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Senador Flávio Bolsonaro (PL)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo / Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova

No mês passado, Zema foi desconvidado de um encontro da legenda em Santa Catarina depois de o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ter defendido o rompimento entre o PL e o Novo após o pré-candidato criticar Flávio pelo envolvimento com Vorcaro.

O deputado Ribamar Silva (Podemos-SP) acredita que a falta de escolha da direita em apenas um candidato pode atrapalhar a estratégia da direita para vencer o PT.

“Acredito que pode dificultar um pouco. Quando existem muitos nomes disputando o mesmo espaço, fica mais difícil unir forças. Mas ainda há tempo para diálogo e construção de um projeto em comum”, diz ao Metrópoles.

O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), no entanto, aponta que a pluralidade de candidaturas é positiva.

“Em um primeiro turno, é natural que diferentes lideranças apresentem suas propostas e dialoguem com segmentos distintos da sociedade. O mais importante é que cada partido fortaleça sua identidade e apresente um projeto consistente para o Brasil”, ressalta.

Hauly também defende uma candidatura própria do Podemos na corrida ao Planalto deste ano.

“É exatamente por isso que defendo que o Podemos tenha candidatura própria à Presidência da República. Uma candidatura presidencial fortalece o partido, amplia sua visibilidade nacional, valoriza seus candidatos a deputado federal, estadual e senador e potencializa o uso do horário eleitoral, das entrevistas e dos debates”, destaca.

Outros nomes

O pré-candidato do Missão, Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), anunciou, nesta semana, o militar da reserva Aroldo Medina como seu vice. Enquanto isso, Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) ainda não definiram nem sinalizaram os nomes que irão compor chapa na disputa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como pré-candidato a vice-presidente outra vez.

Nome mais influente da esquerda, até então, o petista é o único com um resultado expressivo nas pesquisas eleitorais. Além dele, outros pré-candidatos foram anunciados como Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) também foram colocados, mas não passam de 1% na maioria dos levantamentos.