Dino: Mendonça pode ter usado "divergências pessoais" para afastar Andrei
Ministro Flávio Dino argumenta que diferenças pessoais e funcionais não podem atrapalhar as investigações federais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino citou, em decisão desta quarta-feira (9/9), que André Mendonça pode ter sido motivado por “divergências pessoais” com a direção da Polícia Federal para determinar o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da corporação.
O magistrado reconduziu o diretor-geral da PF para o cargo e o delegado Leandro Almada da Costa, que foi afastado da função de diretor de inteligência policial da PF.

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Ver todasSegundo Dino, Mendonça estaria interferindo na investigação ao afastar as chefias. O ministro ressaltou que a medida é inédita e que inquéritos policiais não podem ser afetados por “divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal”.
“Como consequência, procedimentos urgentes, sob a condução deste relator, veem-se prejudicados por essa interferência nos trabalhos policiais. Compreende-se que o digno ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”, escreveu.
Dino apontou que o afastamento de Andrei da chefia da PF pode atrapalhar os inquéritos em curso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Seu afastamento do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”, destacou.
Crise no STF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram afastados de seus cargos na cúpula da PF, nessa terça-feira (9/9), por decisão do ministro André Mendonça. O magistrado apontou condutas suspeitas do diretor-geral no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.
A medida ocorreu em meio aos desdobramentos da investigação do caso Master no Supremo e a troca de acusações entre os integrantes da Corte.
Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.












