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Brasil

Dino: Mendonça pode ter usado "divergências pessoais" para afastar Andrei

Ministro Flávio Dino argumenta que diferenças pessoais e funcionais não podem atrapalhar as investigações federais

09/09/2026 10:56
Montagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles - Gustavo Moreno/STF
Andrei Rodrigues diretor da PF e André Mendonça ministro do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino citou, em decisão desta quarta-feira (9/9), que André Mendonça pode ter sido motivado por “divergências pessoais” com a direção da Polícia Federal para determinar o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da corporação.

O magistrado reconduziu o diretor-geral da PF para o cargo e o delegado Leandro Almada da Costa, que foi afastado da função de diretor de inteligência policial da PF.

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Segundo Dino, Mendonça estaria interferindo na investigação ao afastar as chefias. O ministro ressaltou que a medida é inédita e que inquéritos policiais não podem ser afetados por “divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal”.

“Como consequência, procedimentos urgentes, sob a condução deste relator, veem-se prejudicados por essa interferência nos trabalhos policiais. Compreende-se que o digno ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”, escreveu.

Dino apontou que o afastamento de Andrei da chefia da PF pode atrapalhar os inquéritos em curso.

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“Seu afastamento do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”, destacou.

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Andrei disse a Dino que afastamento prejudica investigação sobre Dark Horse
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Flávio Dino, quando era ministro da Justiça
Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor da PF
Ao afastar diretor, Mendonçar citou relatório enviado pela PF a Moraes
Dino derrubou decisão de Mendonça
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Dino derrubou decisão de Mendonça

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Andrei disse a Dino que afastamento prejudica investigação sobre Dark Horse
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Andrei disse a Dino que afastamento prejudica investigação sobre Dark Horse

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Flávio Dino, quando era ministro da Justiça
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Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Flávio Dino, quando era ministro da Justiça

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor da PF
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Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor da PF

Montagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles - Gustavo Moreno/STF
Ao afastar diretor, Mendonçar citou relatório enviado pela PF a Moraes
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Ao afastar diretor, Mendonçar citou relatório enviado pela PF a Moraes

Hugo Barreto/Metrópoles

Crise no STF

Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram afastados de seus cargos na cúpula da PF, nessa terça-feira (9/9), por decisão do ministro André Mendonça. O magistrado apontou condutas suspeitas do diretor-geral no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

A medida ocorreu em meio aos desdobramentos da investigação do caso Master no Supremo e a troca de acusações entre os integrantes da Corte.

Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.