No fim da noite desse domingo (14/04/19), os bombeiros encontraram o corpo de uma mulher sob os escombros dos dois prédios que desabaram na Muzema, no Itanhangá, na zona oeste do Rio de Janeiro na última sexta-feira (12). A vítima ainda não foi identificada.

Os trabalhos de busca entraram no quarto dia na manhã desta segunda-feira (15) e são feitos com a ajuda de cães farejadores e informações dadas pelos moradores da área. Dez pessoas morreram, e os bombeiros trabalham com o número de pelo menos 14 desaparecidos.

Segundo a prefeitura da capital fluminense, as estruturas que foram ao chão “eram construções não autorizadas pelos órgãos municipais”. Em nota, o governo informou que os edifícios estavam interditados desde novembro de 2018.

O local da tragédia, que inclui outros edifícios, é uma Área de Proteção Ambiental (APA). O espaço é destinado apenas para casas. “Na Muzema, as construções não obedecem os parâmetros de edificações estabelecidos, como afastamento frontal, gabarito, ocupação, número de unidades e de vagas”, destaca a nota.

O Rio de Janeiro se encontra em estado de calamidade e tem enfrentado chuvas fortes nos últimos dias. Na segunda-feira (18), um temporal deixou 10 pessoas mortas e bairros submersos. Em 24 horas, a chuva chegou a 323 milímetros, de acordo com dados do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).