Desembargador condenado por estuprar a neta se entrega à polícia

Desembargador aposentado se entregou à polícia em Manaus (AM). Neta tinha 7 anos quando os abusos sexuais tiveram início

atualizado

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Divulgação/TJAM
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1 de 1 imagem colorida desembargador condenado estupro - Foto: Divulgação/TJAM

O desembargador aposentado Rafael de Araújo Romano, condenado a 47 anos de prisão por estuprar a neta, se entregou à polícia nesta sexta-feira (20/3), em Manaus (AM). O magistrado se entregou na delegacia geral.

A condenação do desembargador ocorreu em 2020. A Justiça do Amazonas havia determinado a expedição de mandado de prisão contra ele na quarta-feira (18/3), após o trânsito em julgado da sentença, quando não há mais possibilidade de recurso, e marca o início do cumprimento da pena, que deve ser em regime fechado.


Entenda o caso

  • O desembargador Rafael de Araújo Romano foi condenado pela Justiça a 47 anos de prisão, em 2020, por estuprar a neta. Ele é avô paterno da vítima.
  • De acordo com as investigações, a vítima tinha 7 anos quando os abusos sexuais tiveram início, em 2009. As situações foram relatadas pela vítima em depoimento à Depca e os relatos foram incluídos na denúncia do Ministério Público do Amazonas.
  • Segundo a vítima, o último caso ocorreu quando ela estava com 14 anos, em 2016. Na ocasião, ela disse que uma tia chegou a ver a situação, mas negou quando foi questionada sobre os abusos por “sentir vergonha”.
  • O caso veio à tona depois que a mãe denunciou o crime ao Ministério Público, em 2018. À época, ela relatou à Rede Amazônica que soube da situação pela filha. Ela disse que visitava uma amiga em um hospital quando a filha decidiu revelar a situação.

Perda do cargo

Em relação à perda do cargo público e à possível cassação da aposentadoria, a Justiça informou que caberá aos órgãos competentes adotar as medidas necessárias, sendo determinada apenas a comunicação formal à Procuradoria-Geral do Estado.

À época em que o caso foi descoberto, a mãe da vítima publicou um texto nas redes sociais, no qual expôs a denúncia e chamou o ex-sogro de “monstro horroroso” e “pedófilo”.

“Não tem coisa pior que um pedófilo abusando da sua filha. E, pior que isso, um pedófilo que é avô dela, que vivia na minha casa, eu cozinhava para ele, eu deixava o meu quarto para ele dormir na minha casa. Qnquanto eu estava preparando o almoço, ele abusava da minha filha no quarto”, relatou.

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