Deputados decidem abrir processo de impeachment de Wilson Witzel no Rio

Embora caiba ao presidente da Casa, André Ceciliano (PT), decidir sobre a abertura do processo, ele resolveu submeter a decisão ao Plenário.

atualizado 10/06/2020 18:03

Carlos Magno/Gov RJ

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (10/06), a abertura de processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC). Witzel é suspeito de participação em esquema de desvios de verbas do combate ao novo coronavírus.

Embora caiba ao presidente da Casa, André Ceciliano (PT), decidir sobre a abertura do processo, ele resolveu submeter a decisão ao Plenário. Na deliberação, até mesmo os aliados de Witzel, do PSC, votaram favoravelmente. Dos 70 deputados estaduais, 69 votaram a favor da abertura do processo e 1 faltou à reunião.

Ao todo, foram apresentados 14 pedidos de impeachment de Witzel à presidência da Alerj. O acolhido por Ceciliano foi o primeiro deles, escrito pelos tucanos Luiz Paulo e Lucinha.
Agora, a autorização para a abertura será publicada no Diário Oficial, dando prazo de 48 horas para os partidos indicarem os representantes de uma comissão especial que vai analisar a denúncia. O governador terá direito, então, a se defender em até dez sessões.

Witzel foi alvo, no dia 26 de maio, da Operação Placebo, que apura indícios de desvios na instalação de hospitais de campanha no estado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência oficial do governo, o Palácio das Laranjeiras, e na antiga casa de Witzel, que teve computadores e telefones apreendidos.

Membros do governo dele já vinham sendo investigados antes mesmo de a operação ser deflagrada, sob suspeita de participação em esquema que buscava obter vantagens em contratos emergenciais para aquisição de respiradores pulmonares. O episódio resultou na exoneração do então secretário de Saúde, Edmar Santos, no último dia 17.

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