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Brasil

Em meio à pandemia do coronavírus, Witzel exonera secretário de Saúde

O desgaste entre o governador do Rio de Janeiro e Edmar Santos aumentou após a pasta ser alvo de investigação do MPF

17/05/2020 14:29
reprodução: redes sociais
secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, testa positivo para o novo coronavírus

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), exonerou o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, neste domingo (17/05), em meio à pandemia do novo coronavírus. A decisão, contudo, ainda não foi oficializada no Diário Oficial do estado. As informações são da Globonews.

A relação entre Witzel e Santos já estava desgastada devido às denúncias de fraudes na licitação para a compra de respiradores. A pasta é investigada pela Operação Favorito, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).

Na última quinta-feira (14/05), o governador do Rio de Janeiro afirmou que apoia a investigação. No Twitter, ele disse que é “inadmissível” que pessoas queiram cometer “ilícitos, principalmente neste momento de pandemia e de luta pela vida de milhões de pessoas”.

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Witzel destacou ainda que, se forem encontradas irregularidades, os contratos serão cancelados. E, caso haja participação de servidores do governo local, serão exonerados.

“Determinei à CGE (Controladoria-Geral do Estado) e à PGE (Procuradoria-Geral do Estado) que façam auditoria em todos os contratos que existem no governo com as empresas envolvidas na operação”, reforçou.

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Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel
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Tomaz Silva/Agência Brasil
Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
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Divulgação
Ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel
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Ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel

Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governador Witzel e o vice-presidente Hamilton Mourão
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O governador Witzel e o vice-presidente Hamilton Mourão

Reprodução/TV Globo

No início do mês, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do estado prenderam o ex-subsecretário estadual de Saúde, Gabriel Neves, Gustavo Borges da Silva, Aurino Batista de Souza Filho e Cinthya Silva Neumann.

A suspeita é que o grupo recebeu vantagens na compra emergencial dos aparelhos respiratórios para pacientes internados em estado grave em decorrência da Covid-19. O Sistema de Saúde Público do Rio já está em colapso devido à lotação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).