Deputados da base que assinaram anistia têm histórico de infidelidade

Requerimento de urgência da anistia garantiu maioria dos deputados. Mais da metade desse grupo é de parlamentares de partidos da base

atualizado

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Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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1 de 1 Foto colorida do Plenário da Câmara dos Deputados tributária carne - Metrópoles - Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O apoio de deputados da base à urgência do projeto que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro desagradou o Executivo e evidenciou uma fratura na relação do governo com as siglas com que negociou apoio no Congresso. Entretanto, parte desses deputados — de partidos teoricamente aliados ao governo e com espaço na Esplanada dos Ministérios — acumulam um longo histórico de infidelidade ao Planalto em votações.

Levantamento do Metrópoles, com base em dados da Câmara dos Deputados, elencou os parlamentares de partidos da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que apoiam o projeto da anistia e que mais contrariam a gestão petista em votações. Vale destacar que a análise engloba apenas votações da atual legislatura (do início de 2023 até hoje)*.

No topo do ranking está Evair Vieira de Melo (PP-ES), que contrariou a orientação do governo em 74,8% das votações. O parlamentar é filiado ao Partido Progressistas, que conta com o Ministério do Esporte, chefiado por André Fufuca, mas descumpriu a orientação do governo, por exemplo, na votação da regulamentação da reforma tributária.

Na segunda posição está o deputado federal Sargento Fahur (PSD-PR), com 74%. Ainda que faça parte de sigla com três representantes no primeiro escalão do governo — Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura) e André de Paula (Pesca) — o parlamentar é nome vocal na defesa das pautas do bolsonarismo na Câmara dos Deputados.

Veja lista:

Apoio à anistia

No início da semana, o líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou o pedido de urgência ao projeto de lei que trata da anistia aos acusados pelo 8 de Janeiro. O documento contou com o apoio de 264 deputados federais, número maior que o necessário para formalizar o pedido.

Mais da metade dos apoios à proposta são de parlamentares de siglas com cargos na Esplanada dos Ministérios — proposta essa que é vista pelo governo como uma estratégia para safar Jair Bolsonaro (PL) de uma eventual prisão. A infidelidade, entretanto, entrou na mira do governo Lula.

*Levantamento utilizou dados baixados em 16 de abril. Foram consideradas infidelidades os votos “sim”, “não” e “obstrução” que contrariam a orientação do governo. Foram consideradas apenas as votações em que os votos foram registrados e em que o governo registrou posição.

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