Deputado com emendas investigadas pela PF nega participação em esquema

Deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) disse que deve demitir secretário parlamentar alvo de mandado, mas não definiu prazo

atualizado

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Mateus Salomão / Metrópoles
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1 de 1 Imagem colorida mostra o deputado afonso motta | Metrópoels - Foto: Mateus Salomão / Metrópoles

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), cujas emendas parlamentares são alvo de investigação da Polícia Federal (PF), negou envolvimento no suposto esquema e lamentou ter tido o mandato envolvido na situação.  O deputado indicou que deve demitir funcionário alvo de mandado de busca e apreensão. Mas não definiu data ainda.

“É uma circunstância lamentável”, disse. “Em momento algum eu apareço como investigado, mas claro que isso não diminui a nossa preocupação com a circunstância”.


Suposto esquema

  • A Polícia Federal investiga possível desvio em emendas parlamentares destinadas ao Hospital de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul.
  • A corporação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal. Entre os alvos está um secretário parlamentar do deputado Afonso Motta.
  • O esquema seria de supostos desvios em emendas enviadas para o Hospital Ana Nery.

“Eu nunca tive nenhuma relação que tivesse essa natureza ou esse tipo de envolvimento. Sempre [fiz a indicação das emendas parlamentares] com muita consideração e sabendo da necessidade desses hospitais”, afirmou a jornalistas nesta quinta-feira (13/2).

O parlamentar se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados no final da tarde desta quinta, no gabinete da presidência da Casa Baixa. Segundo Afonso, Motta teria se solidarizado com ele e se mostrado favorável à investigação.

“Ele [o presidente Hugo Motta], claro, me manifestou no sentido de que está junto conosco para que essa investigação continue, para que chegue a um bom resultado, no sentido de apuração, e isso é fundamental”, disse o parlamentar. “Não estamos aqui para negar a possibilidade de que temas dessa natureza sejam investigados e sejam apuradas as responsabilidades”.

O parlamentar frisou ainda que tem acompanhamento sobre as emendas que saem do gabinete dele e defendeu que a instituição envolvida no suposto esquema “representa hospitais de municípios importantes do Rio Grande do Sul que têm investimentos relevantes na saúde pública”.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13/2), a Operação EmendaFest, que busca investigar crimes de desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva. A corporação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de busca pessoal.

Como mostrou a coluna de Fábio Serapião, do Metrópoles, um dos alvos de busca e apreensão é um assessor do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS). O funcionário é o secretário parlamentar Lino Rogério da Silva.

O esquema seria de supostos desvios em emendas enviadas para o hospital Ana Nery, em Santa Cruz (RS). O cumprimento dos mandados foi autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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