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Brasil

Deltan prevê "consequência sinistra" para a direita após ataque ao STF

Segundo Deltan Dallagnol, as explosões na Praça dos Três Poderes nessa 4ª(13/11) irão dificultar a anistia dos envolvidos no 8 de Janeiro

14/11/2024 20:34
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Reprodução/YouTube
Imagem colorida de Deltan Dallagnol falando sobre atentado a bomba e PL da Anistia - Metrópoles

Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal, se pronunciou sobre as explosões na Praça dos Três Poderes, sendo uma delas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), nessa quarta-feira (13/11). Em vídeo publicado no YouTube, Dallagnol afirma que o ataque terá “consequências sinistras” para a direita, principalmente para os presos e réus do 8 de Janeiro.

Isso porque, no último dia 29 de outubro, o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) criou uma comissão especial para a proposta de anistiar presos por participação ou financiamento dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. O texto virou uma pauta crucial da direita brasileira ligada ao bolsonarismo.

No entanto, Dallagnol teme que o atentado dessa quarta-feira possa dificultar a aprovação do “PL da Anistia”, já que o autor do ataque, Francisco Wanderley Luiz, que se explodiu em frente ao STF, foi candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL). Segundo Deltan, isso fez com que muitos associassem o homem-bomba ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que também é do mesmo partido.

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Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, que explodiu bomba em frente ao STF
Boné com slogan de Bolsonaro estava no trailer de autor de explosões
Francisco Wanderley Luiz, homem que detonou bomba em frente ao STF e dono de carro que explodiu próximo ao Congresso
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Francisco Wanderley Luiz, homem que detonou bomba em frente ao STF e dono de carro que explodiu próximo ao Congresso

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Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, que explodiu bomba em frente ao STF
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Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, que explodiu bomba em frente ao STF

Reprodução
Boné com slogan de Bolsonaro estava no trailer de autor de explosões
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Boné com slogan de Bolsonaro estava no trailer de autor de explosões

Sam Pancher/Divulgação

Em respostas aos ataques, o ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que “não existe possibilidade de pacificação com anistia a criminosos” e que “o criminoso anistiado é um criminoso impune”. Por isso, Dallagnol acredita que o ocorrido servirá como uma justificativa para endurecer ainda mais as penas contra os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e inviabilizar a anistia.

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“A explosão do STF vai ter consequências sinistras, e nenhuma vai ser boa pra direita. Independentemente do que ele queria com esse ato, a gente precisa reafirmar que nós, da direita, repudiamos todo e qualquer tipo de ato de violência. Violência nunca vai ser a resposta”, disse Dallagnol.

“Já estão falando que isso [o ataque com bombas] dá consistência ao discurso de que a democracia segue ameaçada”, criticou Dallagnol.

STF está “controlando” o Congresso, diz Deltan

Segundo Dallagnol, após as explosões, ministros do STF teriam manifestado aos líderes do Congresso a sua posição de “tolerância zero” para com qualquer tentativa de discutir anistia aos réus de 8 de Janeiro.

“Não vamos permitir que ousem debater anistia depois disso”, teria sido a mensagem enviada por ministros do STF a parlamentares. Para Dallagnol, essa postura é uma afronta ao papel independente do Congresso e um exemplo do que chamou de “controle excessivo” por parte do Supremo.

“Desde quando o Congresso depende de permissão do STF para discutir alguma coisa?”, questiona.