Deltan e colegas de Lava Jato vibram com voto de Fux em trama golpista

Lavajatistas relembraram a operação de 2014 que condenou o presidente Lula (PT) e elogiaram Fux

atualizado

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Políticos e juristas ligados à Operação Lava Jato estão vibrando com o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados dele, nesta quarta-feira (10/9). O ex-procurador Deltan Dallagnol, o ex-juiz Sergio Moro e aliados estão fazendo referências à operação que condenou o presidente Lula (PT), decisão que acabou derrubada pelo Supremo. Fux sempre foi visto pelos lavajatistas como um aliado na Corte.

Uma das principais figuras responsáveis pela condenação de Lula na Operação Lava Jato, o ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, comemorou o voto do ministro dizendo que “Fux está jogando na cara dos ministros que o STF julgou MORADORES DE RUA pelo 8 de janeiro NO PLENÁRIO, enquanto Bolsonaro, ex-presidente, está NA TURMA”, publicou em suas redes sociais. O político chegou a usar em seu post uma frase que ficou famosa nos vazamentos da Vaza Jato, que o próprio Deltan nunca reconheceu como verdadeiros.

“In Fux we trust”, escreveu Dallagnol. A frase em inglês se traduz como “No Fux a gente confia”. Em 2016, Dallagnol relatou a Moro em conversa privada que conversou com Fux sobre a força-tarefa da Lava Jato e Moro disse: “In Fux We Trust”.

Em suas redes sociais, o senador Sérgio Moro (União-PR), responsável pela condução da operação Lava Jato, também comemorou o voto de Fux. Em uma postagem, ele criticou ministros da Suprema Corte e o julgamento de Bolsonaro, além de parabenizar o ministro.

A procuradora da República Thaméa Danelon, um dos grandes nomes da Lava Jato, disse que o voto de Fux trata-se de uma: “Aula de Constitucional e Processo Penal ao vivo!”.

A mulher de Moro, hoje deputada federal Rosângela Moro (União-PR), também comentou o voto do ministro. “Impõe-se a nulidade de todos os atos decisórios praticados. Palavras do Min. Fux ao reconhecer a incompetência absoluta do STF no julgamento dos réus do 8/1. A Constituição foi ignorada e transformaram o Supremo em tribunal de exceção. A banalização constitucional é gravíssima”, disse a parlamentar.

Após a fala de Fux, na qual o ministro disse que “não compete ao STF realizar julgamento político. Não se pode confundir o papel do julgador com o agente político. É compromisso ético do julgador reafirmar que a Constituição vale para todos”, parlamentares e juristas foram à loucura. As repercussões foram tanto contra quanto a favor.

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