Decisão de votar reforma em fevereiro ainda não foi tomada, diz Marun
O peemedebista destacou que a decisão sobre pautar a reforma depende do presidente da Casa, Rodrigo Maia

Futuro ministro da Secretaria de Governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse na manhã desta quinta-feira (14/12), que a possibilidade de votação da reforma da Previdência em fevereiro era uma realidade que o Palácio do Planalto estava avaliando, mas que essa decisão ainda não foi tomada.
O peemedebista, no entanto, admitiu que é difícil aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na próxima semana com os corredores da Câmara esvaziados e destacou que a decisão sobre pautar a reforma depende do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Ver todasMarun admitiu o constrangimento causado pela declaração do presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), de que a PEC teria ficado para o próximo ano, mas que isso aconteceu porque Jucá havia entendido que as tratativas para votação este ano haviam sido concluídas. O deputado lembrou que o mercado financeiro reagiu mal, mas que hoje é “vida que segue” e que o governo não ganhou nem perdeu votos com o episódio. “Claro que surgiu constrangimento, mas é situação superada”, afirmou.
Estava prevista para esta quinta a leitura do parecer do relator Arthur Maia (PPS-BA). Marun disse que a leitura ficará para “algum momento”, mas não especificou quando.
O deputado disse não considerar que a votação da reforma em fevereiro represente um obstáculo maior para o governo. Em sua avaliação, a proximidade com as bases eleitorais ajude a convencer os deputados indecisos. “Talvez não seja assim mais difícil”, considerou.
Marun teve a entrevista coletiva interrompida por um protesto de servidores contrários à reforma.



