Debate sobre cloroquina está encerrado, diz nova secretária da Saúde

Servidora de carreira, Sandra Barros assume secretaria envolvida em polêmica sobre recomendação do fármaco no SUS

atualizado 16/02/2022 20:49

Sandra de Castro BarrosMyke Sena/Ministério da Saúde

De acordo com a nova secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Sandra de Castro Barros, a discussão sobre cloroquina no Ministério da Saúde está encerrada. A servidora de carreira na área de assistência farmacêutica tomou posse da cadeira titular da SCTIE nesta quarta-feira (16/2).

A secretaria esteve no centro dos holofotes há pouco tempo, em discussão sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que faz parte da SCTIE, aprovou relatório que não recomendava o chamado kit Covid para a doença.

O antigo secretário, porém, negou o estudo e também o recurso apresentado pelos pesquisadores. Hélio Angotti Netto é visto como defensor do tratamento ineficaz, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, ele estará à frente da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), antes presidida pela médica Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”.

“Esta discussão já está encerrada, já foi feita. Estou assumindo agora a SCTIE e, conforme o ministro já colocou, há um recurso em relação a todo esse histórico a ser julgado. No momento, acredito que essa não seja a pauta principal de que eu tenho para dirigir a secretaria dentro daquilo que a gente está almejando aqui”, afirmou Sandra.

O recurso, agora, é analisado pela assessoria técnica do ministro Marcelo Queiroga. “O recurso vai ser julgado por mim. Eu vou julgar o recurso. Por quê? Porque assim a lei determina. Isso não vai mudar a história da pandemia da Covid-19, pode ficar certa disso. Mas nós vamos julgar e vamos dar as respostas, baseado na legislação. A ciência não é exata, a medicina não é uma ciência exata. Ela muda, as evidências científicas são construídas ao longo do tempo”, argumentou o ministro.

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