De volta ao presencial, Lula lança projeto Sertão Vivo, do BNDES
Projeto do BNDES lançado por Lula tem como objetivo garantir acesso a água e segurança alimentar para a população do semiárido nordestino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta terça-feira (24/10), o projeto Sertão Vivo, Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste, acompanhado do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto.
A iniciativa tem como objetivo financiar projetos voltados para garantir o acesso a água, segurança alimentar e demais necessidades básicas da população do semiárido nordestino em meio às temporadas de seca e chuvas, assim como outros eventos climáticos extremos.
Ao todo, será disponibilizado R$ 1,75 bilhão em investimentos do BNDES, que, segundo o governo, deve beneficiar 430 mil famílias nos estados do Nordeste.
Veja como foi:
Esta é a primeira participação presencial de Lula em um evento público desde as cirurgias realizadas pelo petista, no final de setembro. Nas últimas semanas, o presidente participou de cerimônias de governo por videoconferência, durante recuperação no Palácio da Alvorada.
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De acordo com o Planalto, o projeto é voltado para capacidade de adaptação e segurança diante das mudanças climáticas para a população rural de todo o semiárido nordestino. Ou seja, engloba agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais (povos indígenas, fundo de pasto e quilombolas).
A região do semiárido brasileiro inclui 1.477 municípios, dos seguintes estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
Nesta primeira fase, o programa vai beneficiar municípios da Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. Os governadores dos estados acompanham a solenidade no Planalto, nesta terça.
Para garantir acesso ao projeto, os beneficiados devem adotar as seguintes práticas:
- adotar atividades que proporcionem acesso à água;
- aumentar a produtividade e a segurança alimentar das famílias beneficiadas;
- ampliar a resiliência dos sistemas de produção agrícola;
- restaurar ecossistemas degradados; e
- promover a redução das emissões de gases do efeito estufa.















