Datena deve decidir na próxima semana se disputará vaga na Câmara
Filiado ao PSB desde março, apresentador é incentivado por Alckmin e Márcio França a disputar eleição e avalia saída da TV Brasil
atualizado
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O apresentador José Luiz Datena deve decidir na próxima semana se aceitará o convite do PSB para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.
Filiado ao partido desde março, ele é incentivado por lideranças da sigla, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ex-ministro Márcio França, a entrar na corrida eleitoral.
Datena ainda não bateu o martelo, mas afirmou ao Metrópoles que pretende definir o futuro político nos próximos dias. Caso opte pela candidatura, ele disse que negociará os termos da participação nos programas que apresenta na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A legislação eleitoral determina que pré-candidatos não podem participar de programas de rádio e televisão a partir de 30 de junho. Segundo o apresentador, se decidir concorrer, buscará uma “saída amigável” com a EBC para evitar um rompimento contratual e tentar até mesmo um afastamento temporário das atrações até o fim das eleições.
Atualmente, Datena comanda os programas “Alô, Alô, Brasil”, veiculado pela Rádio Nacional, e “Na Mesa com Datena”, exibido pela TV Brasil.
Contratado pela EBC no início deste ano, o jornalista aceitou um convite da direção do conglomerado federal de comunicação, endossado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As duas atrações estrearam em fevereiro, e Geraldo Alckmin foi o primeiro entrevistado do apresentador no “Na Mesa com Datena”.
O PSB pretende apostar em uma eventual candidatura de Datena, com foco na área de segurança pública, tema frequente em sua trajetória profissional e nos programas que comandou ao longo da carreira. O apresentador, inclusive, tem aparecido em peças publicitárias da sigla.
A mais recente tentativa de Datena de conquistar um cargo político ocorreu em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB.
Ele terminou a eleição em quinto lugar, mas a campanha ficou marcada pelo episódio em que o jornalista deu uma cadeirada em Pablo Marçal durante um debate promovido pela TV Cultura.
