Daiane: síndico responderá por homicídio triplamente qualificado
Corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi morta com dois tiros na cabeça em Caldas Novas (GO)
atualizado
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Goiânia – O síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul goiano, deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, de acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO).
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando a mulher desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma interrupção no fornecimento de energia e acabou sofrendo uma emboscada.
Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (19/2), a PCGO apresentou a conclusão do inquérito do caso. Segundo a corporação, Cleber usou de meio cruel, torpe e ainda ocultou o cadáver de Daiane. Caso seja condenado, ele pode pegar mais de 30 anos de prisão.
O homem, que confessou o crime, está preso desde o fim de janeiro, em Caldas Novas.
Versão confontrada pela polícia
Inicialmente, o síndico confessou ter cometido o crime, no entanto, alegou que houve uma luta corporal entre eles e que ela havia sido atingida por um disparo acidental.
Porém, imagens recuperadas no celular da vítima – aparelho que ficou mais de 40 dias dentro de uma tubulação de esgoto – mostram que a mulher foi atacada por Cleber no subsolo do prédio.
Veja o vídeo:
Conforme a PCGO, Cleber não só premeditou o crime, como também preparou uma emboscada para Daiane. Foi o próprio síndico quem desligou a energia do apartamento da corretora, para atraí-la ao local.
As imagens gravadas pela vítima mostram que, ao chegar ao subsolo, ela encontrou o homem, que a atacou instantes depois. Ele usava luvas e capuz no momento do ataque.
Ainda segundo a Polícia, Cleber atacou Daiane em um local de ponto cego do circuito de câmeras de segurança do prédio. As imagens foram analisadas e, segundo a Polícia, elas não foram alteradas, mas não foram entregues de forma completa.
Cleber teria pedido para um técnico apagar as imagens de algumas câmeras.
Logo após a corretora ser levada do edifício, a próxima pessoa que aparece no subsolo chega ao local cerca de 8 minutos após ao ataque.
Após ser agredida, Daiane foi colocada na capota do carro de Cleber, que estava estacionado em uma vaga próxima aos quadros de energia pra facilitar a saída do condomínio.
A vítima foi levada para uma região de mata, a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde foi morta com dois tiros na cabeça. O corpo dela foi encontrado no local, apontado pelo próprio autor.
Motivação
Segundo a PCGO, Daiane e Cleber tinham um grande histórico de desavenças. Conforme a corporação, as brigas entre eles começaram quando o síndico deixou de ser o administrador dos apartamentos da família da corretora.
Natural de Uberlândia (MG), Daianese mudou-se para Caldas Novas a fim de administrar seis apartamentos da família. De acordo com a polícia, o síndico tentava atrapalhar o trabalho de Daiane. Houve registro de interrupções de energia nos apartamentos geridos por ela, entre outros problemas que levaram a registros de ocorrência.
Em 11 de dezembro, pouco antes da morte da corretora, uma decisão judicial deu ganho de um processo para Daiane. O condomínio deveria pagar uma multa por danos morais, o que, segundo a PCGO, pode ter sido o estopim para a motivação do assassinato.
















