Crivella escapa de segundo pedido de impeachment no Rio de Janeiro

Contra o prefeito, votaram 20 dos 51 vereadores; 24 rejeitaram a proposta do PSol, apresentada após ação do MPRJ contra o prefeito

atualizado 17/09/2020 18:41

ALEXANDRE BRUM/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro votou, nesta quinta-feira (17/9), contra a abertura do processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Com 51 vereadores, seria necessária a aprovação por maioria simples para dar continuidade ao pedido.

Com 24 votos contra e 20 a favor, a denúncia de impeachment foi considerada inepta e arquivada.

Denúncia

A denúncia foi protocolada na última terça-feira (15/9) pelo PSol, após o prefeito ter sido alvo de mandados de busca e apreensão em ação do Ministério Público (MPRJ) que investiga suposto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio. Este é o segundo pedido de abertura de impeachment contra Crivella em duas semanas, e o quinto de seu mandato.

Crivella foi alvo de uma operação comandada pela Polícia Civil e o MPRJ. Segundo a defesa, a “deflagração da referida medida tinha claro intuito de gerar verdadeira propaganda eleitoral negativa contra Crivella”.

O objetivo da ação foi investigar suspeitas de irregularidades envolvendo contratos firmados com o poder público.

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“Guardiães do Crivella”

No último dia 3 de setembro, há exatas duas semanas, por 25 votos a 22, outro pedido de abertura de processo de impeachment contra Crivella fora rejeitado.

O pedido citava suposta prática de crimes na criação do grupo “Guardiões do Crivella”, de funcionários com a função de atrapalhar o trabalho de jornalistas em frente a hospitais.

O presidente da Câmara, Jorge Felippe, levou ao plenário os pedidos de impeachment feitos pela bancada do PSol e pela deputada estadual Renata Souza, pré-candidata à Prefeitura do Rio. Também foi anexado o pedido protocolado pelo vereador Atila Nunes (DEM).

A organização colocava funcionários públicos, detentores de cargos de confiança, para impedir que sejam denunciadas situações de irregularidade no atendimento de saúde, e coibir, às portas dos hospitais, a atuação da imprensa, intimidando jornalistas.

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