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Política

Witzel e Crivella têm dia decisivo no Rio sobre processos de impeachment

Governador afastado foi denunciado pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro. Prefeito é suspeito em esquema de corrupção

17/09/2020 10:44
Carlos Magno/Gov RJ
Wilson Witzel dá coletiva de imprensa e diz ser inocente

Esta quinta-feira (17/9) será decisiva para o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e o prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella (Republicanos), no âmbito dos processos de impeachment contra eles.

A Comissão do Impeachment da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se reúne nesta manhã, às 11h, para votar o relatório elaborado pelo deputado Rodrigo Bacellar (SDD), que pede o impeachment de Wilson Witzel.

Witzel está afastado do cargo desde o último dia 28 de agosto, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O chefe do Executivo estadual foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.

Os deputados votarão se aprovam ou não o parecer e precisam de maioria simples para a definição. Em seguida, o relatório segue para avaliação de todos os membros da Casa, onde precisa receber dois terços dos votos dos deputados — 47 — para ser aprovado.

Já no Legislativo municipal, o plenário da Câmara do Rio de Janeiro analisa nesta tarde, às 16h, um pedido de abertura de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella, protocolado pelo PSol. A deliberação precisa de maioria simples.

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Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde
Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio
Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
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Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde
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Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde

Rafaela Felliciano/Metrópoles
Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio
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Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio

Pedro França/Agência Senado
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio
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Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio

ALEXANDRE BRUM/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A denúncia de infração político-administrativa contra Crivella, aliado do presidente Jair Bolsonaro, tem como base investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ), que aponta um suposto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio.

Se a abertura de processo de impeachment for aprovada pelos vereadores, o primeiro passo será o sorteio de três parlamentares, durante a própria sessão, para compor uma Comissão Processante. A legislação federal determina que o colegiado inicie os trabalhos em até cinco dias.

Em caso de decisão pelo prosseguimento da apuração, o processo terá até 90 dias para ser concluído, a partir da data da notificação do prefeito. Crivella pode ser afastado definitivamente do cargo pelo voto de dois terços dos membros.