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Publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás nesta terça-feira (13/3), decreto assinado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) determina situação de emergência nas bacias do Rio Meia Ponte e do Ribeirão João Leite, as principais fontes de água de Goiânia. Assim como ocorre no Distrito Federal, a medida autoriza a Secretaria de Meio Ambiente a “definir restrições ou suspensão para o uso de água bruta”. Na prática, permite o racionamento.

Ao adotar a medida, o governo goiano considerou as reduções progressivas nos índices pluviométricos da região de 2014 a 2017 e o prognóstico com chuvas abaixo do normal para o período de fevereiro a setembro deste ano.

Com isso, “a captação de água nas Bacias dos Rios Meia Ponte e João Leite para atividade agropecuária, industrial, comercial, de lazer e outros usos poderá ser restringida ou até mesmo suspensa, de modo a priorizar o abastecimento para consumo humano e dessedentação de animais”, informa o decreto.

Racionamento no DF
No DF, o racionamento começou no dia 16 de janeiro de 2017. A tarifa de contingência havia sido implantada em outubro de 2016, numa tentativa de reduzir o consumo. Mas a medida não foi suficiente e, três meses depois, quase 90% da população começou a ter nova rotina.

Desde que as torneiras passaram a ficar secas ao menos um dia da semana no DF, deixaram de ser distribuídos 980 litros por segundo, de novembro de 2016 a outubro de 2017, em comparação com o mesmo período anterior – queda de 12%. A quantidade daria para abastecer Ceilândia, por exemplo, onde o consumo é de 830 l/s, e ainda sobraria insumo, de acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

O uso do recurso per capita diário passou de 187 litros para 153 litros após a implantação da medida, segundo a empresa pública – uma redução de 18,8%. Foram economizados, portanto, 34 litros de água por pessoa. Com esse volume, seria possível dar cinco descargas em um vaso sanitário moderno.

Conforme informou a Caesb, chegou-se até essa quantidade com o consumo consciente, obras como a de captação do Lago Paranoá e combate às intervenções irregulares, os chamados “gatos” de água. A expectativa é de que, em 2018, novas obras desafoguem ainda mais a rede de abastecimento, como a de um novo sistema no Gama nos mesmos moldes do Lago Paranoá, e a que trará água do Lago Corumbá.

Embora os dois maiores reservatórios de abastecimento da capital do país (Descoberto e Santa Maria) ainda estejam em fase de recuperação, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou que o rodízio nas torneiras terá fim ainda em 2018.

 

 

 

 

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