Crescimento da inadimplência desacelera no Brasil, aponta Serasa
Segundo pesquisa do Serasa, o número de negativados ainda cresce, mas em ritmo mais lento; Maio registrou o menor avanço registrado no ano

O avanço da inadimplência no Brasil perdeu força nos últimos meses, segundo dados do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgados pelo Serasa nesta terça-feira (16/6).
Embora o número total de consumidores negativados ainda esteja em alta, o ritmo de crescimento vem desacelerando. Em maio, 113 mil novos CPFs foram incluídos em cadastros de inadimplência, alta de 0,14% em relação a abril, o menor avanço registrado em 2026.
Ao todo, o país soma 344 milhões de dívidas negativadas, que ultrapassam R$ 574 bilhões. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.877,23.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasNa análise regional, 14 das 27 unidades da federação registraram queda no número de inadimplentes, indicando um movimento de desaceleração mais disseminado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs bancos e instituições financeiras continuam sendo a principal origem das dívidas no país, concentrando 46,87% do total, apesar de leve redução na participação.
Para a Serasa, o cenário reflete um aumento recente nas renegociações de dívidas, que tem contribuído para aliviar parte da pressão sobre os consumidores. A empresa destaca ainda a ampliação de iniciativas voltadas à negociação, incluindo ofertas vinculadas ao programa Desenrola e ações com descontos adicionais para pagamento à vista.
A diretora da Serasa, Aline Maciel, afirmou que os dados indicam uma desaceleração importante frente aos meses anteriores e mostram um reflexo positivo do crescimento recente nas negociações de dívidas.
“Apesar do alívio que a negociação de dívidas traz ao brasileiro, sempre reforçamos que esse momento deve motivar uma organização financeira familiar para evitar uma nova a inadimplência”, disse.
Desenrola Brasil
Com sua primeira edição de 2023, o Desenrola é um programa de renegociação de dívidas que permite descontos de até 90%, novas taxas e prazos com o objetivo de diminuir a inadimplência.
Em maio, o governo lançou o Desenrola 2.0, que teve como objetivo atingir a população de baixa renda e diminuir o custo do crédito.
O endividamento das famílias é um dos principais pontos de má avaliação do governo e a avaliação da equipe econômica é que uma medida nesse sentido ajudaria tanto com a popularidade do presidente em ano eleitoral, quanto com o fluxo econômico, tento em vista que se as pessoas quitam suas dívidas, ficam livres para consumir outros produtos ou serviços.
Na versão de 2026, tem direito a aderir o programa pessoas físicas com renda mensal de até 5 salários mínimos, cerca de R$ 8.105 e que possuam dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Além disso, também poderão ser renegociadas dívidas do Financiamento Estudantil (Fies) com atraso entre 91 dias e 2 anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026.



