CPMI do INSS ouve membro da ABCB e vota se convoca Messias e Zema
Colegiado acelera apurações sobre fraudes e decide nesta quinta (4/12) se chama Jorge Messias, Romeu Zema e outros nomes à CPMI
atualizado
Compartilhar notícia

A CPMI que apura fraudes no INSS vota, nesta quinta-feira (4/12), uma série de requerimentos para convocar autoridades e empresários, entre eles o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias (foto em destaque); Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
Segundo Viana, a comissão “seguirá com seriedade, compromisso e transparência absoluta”, ressaltando que “viúvas, órfãos e aposentados merecem a verdade inteira, doa a quem doer”.
Farra do INSS
- A chamada “farra no INSS” veio à tona em dezembro de 2023 após séries de reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento explosivo das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
- As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
- As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
- A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do portal foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.
A sessão desta quinta-feira começará às 9h e teria como primeiro depoente Silas da Costa Vaz, secretário da Conafer. Ele apresentou atestado de saúde antes do início dos trabalhos da CPMI, pois estaria com dengue.
Vaz foi convocado após relatório da CGU apontar que 97,6% dos beneficiários entrevistados afirmaram não ter autorizado os descontos realizados em seus benefícios. Quase 96% também disseram não fazer parte das associações que cobraram as mensalidades.
A CPMI ouvirá hoje apenas Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB). A entidade está na mira por supostas irregularidades ligadas a descontos indevidos.
Votação de 181 requerimentos
A comissão deve votar 181 requerimentos, incluindo convocações de autoridades e empresários ligados a operações suspeitas de empréstimos consignados e favorecimentos financeiros.
Entre os nomes na pauta estão:
- Wolney Queiroz, ministro da Previdência;
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central;
- Jorge Messias, ministro-chefe da AGU, motivado por denúncias recebidas durante sua gestão;
- Leila Pereira, presidente do Palmeiras, para explicar operações da Crefisa no crédito consignado;
- Romeu Zema, governador de Minas Gerais, citado em investigação sobre suposta vantagem à Zema Financeira, ligada à família do governador;
- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, convocado para esclarecer possíveis conexões com operadores de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias.
A convocação do ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, será votada pelo colegiado após denúncias sobre o rombo no INSS que teriam chegado à Advocacia-Geral da União durante sua gestão como advogado-geral da União. A base governista já sinalizou que tentará barrar o pedido, como ocorreu em reuniões anteriores da CPMI.
Entre os itens da pauta também estão pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal da Zema Crédito Financeira, com o objetivo de investigar a “eventual vinculação entre decisões administrativas do governo federal, interesses eleitorais e atividades da financeira”, segundo o deputado Rogério Correia. A convocação do governador Romeu Zema é defendida por aliados do governo, que veem na oitiva uma oportunidade de desgastar um adversário político.
