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Farra no inssBrasil

CPMI do INSS: oitiva de secretário da Conafer é adiada; saiba motivo

Silas da Costa Vaz, da Conafer, apresentou atestado médico. Ele iria depor nesta quinta-feira (4/12) na CPMI do INSS

04/12/2025 09:17, atualizado 04/12/2025 09:22
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
CPMI do INSS no Senado Federal - Metrópoles

O secretário da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil (Conafer), Silas da Costa Vaz, apresentou atestado médico à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira (4/12), e não vai mais depor. O documento cita que Vaz estaria com dengue. Ainda não há nova data agendada para a oitiva. A fraude foi revelada pelo Metrópoles.

Apesar da ausência, a comissão terá sessão normal. Isso porque está previsto também o depoimento do presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior, além da votação das convocações do Advogado-Geral da União e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e outros.


Farra do INSS

  • A chamada “farra no INSS” veio à tona em dezembro de 2023 após séries de reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento explosivo das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
  • As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
  • As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do portal foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.

O requerimento de convocação de Vaz havia sido apresentado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

No documento, é descrito que, de acordo com relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), após entrevistas com 1.273 beneficiários, 1.242 (97,6%) informaram não ter autorizado descontos efetuados em seus proventos. Além disso, 1.221 (95,9%) afirmaram não participar de associações, demonstrando, portanto, que tais descontos estariam ocorrendo de maneira indevida, à revelia do interesse dos beneficiários.

Mais 60 dias

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (4/12) que pedirá uma prorrogação da CPMI por mais 60 dias. O prazo para encerramento da comissão atualmente é março de 2026.

Viana afirmou que hoje é o último dia da primeira fase das investigações que apuram descontos associativos e sindicatos que prejudicaram os aposentados brasileiros, e que a segunda fase começará em fevereiro de 2026. “Estou pleiteando com meus colegas mais 60 dias, porque nós não vamos dar conta de ouvir todo mundo que deveria apenas com o prazo atual”, explicou Viana.

O senador havia sinalizado esta possibilidade nessa terça-feira (2/12), e voltou a afirmar que pedirá prorrogação nesta quinta, em entrevista à CNN.

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