CPMI do INSS votará convocações de Vorcaro, Messias e Zema
Presidente da CPMI do INSS marcou para quinta (4/12) votação sobre convocações. Presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também está na mira
atualizado
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O presidente da CPMI que investiga fraudes no INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), marcou para a próxima quinta-feira (4/12) a votação da convocação para depor no colegiado personalidades que ganharam o noticiário nos útimos dias. Serão votadas as convocações do ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro; do ministro-chefe da AGU e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias; da presidente do Palmeiras, Leila Pereira; e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Viana garantiu que a CPMI “seguirá com seriedade, compromisso e transparência absoluta” e que as “viúvas, os órfãos e os aposentados merece a verdade inteira, doa a quem doer”.
Farra no INSS
- O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
- Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
- As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
- Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Vários membros da CPMI, incluindo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apresentaram requerimentos para convocar Vorcaro e executivos do Banco Master para CPMI do INSS, além de pedir a quebra de sigilo bancário do dono da instituição financeira.
Já Messias terá a convocação votada porque a AGU teria recebido denúncias referentes ao rombo no INSS já na gestão dele como advogado-geral da União. A base governista tentará barrar a convocação, como vem fazendo nas últimas reuniões do colegiado.
O governador de Minas entrou na mira porque a Zema Financeira, empresa de sua família, teria sido beneficiadas por uma medida provisória que autorizou o uso do Auxílio Brasil para a contratação de empréstimos consignados. Nesse caso, a base governista quer a convocação para tentar desgastar um adversário.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pode ser convocada para falar sobre os negócios da empresa de crédito que fundou, a Crefisa, que atua com crédito consignado.
Com o anúncio da pauta por Carlos Viana, as articulações devem se intensificar até a próxima quinta.

