CPMI do INSS: oposição fala em dificuldade com Motta e irá a relator

Presidente da Câmara escolheu Ricardo Ayres, de deu partido, para relatoria da comissão sobre as fraudes do INSS, frustrando bolsonaristas

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB)
1 de 1 O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que há uma dificuldade do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre como lidar com o grupo. Ao Metrópoles, o parlamentar reforçou que não houve conversa sobre a escolha do deputado Ricardo Ayres (Republicamos-TO) para a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma pauta levantada pela oposição.

“Lógico que não [houve acordo sobre a relatoria da CPMI]”, afirmou Sóstenes. Questionado se a escolha de Ayres, um nome do Centrão, significa um sinal de distanciamento de Motta com a oposição, o líder respondeu: “O presidente não tem obrigação de acordar conosco. Entendo que o Hugo tem dificuldades para fazer gestos para o PL e para oposição”.

Sóstenes ainda reclamou que Ayres não ajudou a oposição a abrir a comissão, cujo requerimento enfrentou dificuldades diante da pressão da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o colegiado. “O mais grave é que ele nem assinou para que a CPMI fosse instalada. 222 deputados assinaram, ele não. Ou seja: se dependesse dele, a CPMI não existiria”, reclamou o líder do PL.

A oposição foi quem capitaneou a coleta de assinaturas na Câmara e no Senado para uma comissão mista, cuja instauração é obrigatória. Como a presidência do colegiado ficou com o senador Omar Aziz (PSD-AM), de perfil mais alinhado ao governo, os bolsonaristas esperavam emplacar um nome de direita na relatoria. A Coronel Fernanda (PL-MT) era citada como opção.

A preferência de Motta por um nome de centro não foi explicada de maneira explícita aos líderes, mas os caciques do Congresso apontam ressalvas do presidente da Câmara com os bolsonaristas. Interlocutores indicam que a relação entre a oposição e o chefe da Casa jamais será a mesma após o motim que o impediu, literalmente, de sentar-se à mesa que lhe é de direito, inviabilizando trabalhos legislativos por mais de 30h.

O episódio foi considerado desmoralizante para Motta. Ele só conseguiu retomar o plenário após intervenção do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Além disso, outros líderes do centrão arrefeceram a oposição ao sinalizarem apoio à redução do foro privilegiado, para reduzir o alcance do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso, e à proposta de anistia aos envolvidos com o 8 de Janeiro.

Segundo líderes, a concessão da relatoria da CPMI do INSS para a oposição, tendo em vista a proximidade temporal com o motim encerrado na semana passada, seria interpretada como uma recompensa indevida ao grupo responsável pelo episódio. A situação da CPMI, destacam os líderes, requer um presidente e um relator abertos a negociações.

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