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Brasil

CPMI do INSS é cancelada nesta segunda-feira (9/2); veja motivo

Sessão da CPMI do INSS estava marcada para as 16h desta segunda-feira (9/2)

09/02/2026 09:13, atualizado 09/02/2026 09:24
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
CPMI do INSS é cancelada nesta segunda-feira (9/2); veja motivo

A sessão desta segunda-feira (9/2) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi cancelada, após os depoentes Paulo Camisotti e Edson Araújo apresentarem atestados médicos.

A informação foi confirmada pelo presidente da Comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). “O cancelamento ocorreu após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado”, explicou Viana.

Antes disso, o senador havia informado que o outro depoente, também não prestaria esclarecimentos nesta segunda.

“A Junta Médica do Senado decidiu que o senhor Edson Queiroz está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, em razão de cirurgia recente. Diante disso, a oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica”, diz um trecho de um comunicado feito pelo senador.

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As duas oitivas devem ser remarcadas, mas ainda sem data definida.

Paulo Camisotti é filho do empresário Maurício Camisotti, suspeito de ser um dos principais envolvidos no esquema fraudulento que fazia descontos indevidos na conta de aposentados e pensionistas do INSS.

Viana também demonstrou descontentamento com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder um habeas corpus a Camisotti, que assegura o direito ao silêncio durante a oitiva. Entretanto, o documento mantém a necessidade de comparecer na Comissão.

Fraudes no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.