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CPI pede que STF suspenda arquivamento de investigação contra Cid

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid permaneceu em silêncio por mais de sete horas durante oitiva na CPI do 8/1

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Tenente-coronel do Exército Brasileiro, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fica em silêncio durante sessão da CPMI do 8 de Janeiro

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos de 8 de janeiro protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (17/8) para que seja suspensa a decisão da Justiça Federal que arquivou um pedido de investigação contra o tenente-coronel Mauro Cid, por suposto abuso do direito ao silêncio em depoimento à comissão.

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido na comissão neste mês, mas fez uso do direito ao silêncio em praticamente toda a oitiva. Ele se recusou a responder perguntas em mais de 40 ocasiões, e se calou durante mais de sete horas. Cid se recusou, inclusive, a responder questões básicas, como informar a própria idade (veja aqui).

Em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia havia determinado que o comparecimento de Cid à CPMI era obrigatório, mas que o militar teria o direito de ficar em silêncio e não responder a perguntas que o incriminassem. Ele deveria, no entanto, responder a outras questões que tivesse conhecimento.

Cid é considerado peça-chave para a investigação sobre o ocorrido no dia 8 de janeiro, após a PF encontrar, em mensagens apreendidas no celular dele, diálogos de teor golpista com pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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