CPI do Crime Organizado pode aprovar quebras de sigilos do caso Master
Comissão também tenta mais uma vez ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
atualizado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, vai votar, nesta terça-feira (31/3) a partir das 9h, a quebra de sigilo de empresas e pessoas ligadas ao caso Master.
Entre os requerimentos de quebra de sigilo que serão analisados está o de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, além de cinco empresas com conexões com o Master. São elas: Kairos FIP, Clínica Mais Médicos, Laguz FIDC, Fraction 024 e Prime Aviation.
A CPI também prevê analisar um pedido de convocação do agora ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) — que deixou o cargo nesta segunda-feira para se candidatar ao Senado —, do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), e do ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central Renato Dias de Brito Gomes.
Outros dois pedidos de convocação também serão votados, o de Yan Felix Hirano, suposto facilitador da fase de colocação de recursos ilícitos no sistema financeiro formal, e o desembargador Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Na pauta da comissão também está prevista a oitiva do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que não deve comparecer. A comissão já tinha tentado ouvi-lo no início do mês, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus para que Campos Neto não fosse obrigado a ir ao Senado.
O convite é para ele esclarecer se eventuais falhas ou omissões na regulação e fiscalização bancária permitiram a infiltração e a expansão de organizações criminosas. De acordo com o requerimento do senador Jaques Wagner (PT-BA), o colapso do banco Master é o principal motivo para a convocação.
Pedidos de convocação
De acordo com os requerimentos, a possível convocação de Ibaneis seria necessária por dois motivos: a relação do escritório de advocacia do ex-governador com entidades investigadas pelas operações Compliance Zero e Carbono Oculto, e o papel que ele exerceu nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB) em relação ao Master.
Em relação a Cláudio Castro, seria para falar sobre as “falhas e os gargalos institucionais” que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado.
