CPI do Crime Organizado já tem data para ouvir governadores
Ao todos, serão convidadas 22 autoridades entre governadores e e secretário de segurança pública de 11 estados. Veja quais
atualizado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado pretende ouvir governadores de estados a partir da primeira semana de dezembro, dando continuidade às atividades investigativas da colegiadoo, que deu seu pontapé inicial nesta semana, ouvindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Ao todo, serão convidadas 22 autoridades, entre governadores e secretários de Segurança Pública de 11 unidades federativas. Os requerimentos para os convites foram aprovados no dia da instalação da comissão, no início de novembro.
A ordem das oitivas ainda será definida pelo presidente da CPI e o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE).
Veja abaixo as autoridades convidadas:
Amapá:
- Clécio Luís – Governador;
- Cézar Vieira – Secretário de Justiça e Segurança Pública.
Bahia:
- Jerônimo Rodrigues – Governador;
- Marcelo Werner Derschum Filho – Secretário de Segurança Pública.
Pernambuco:
- Raquel Lyra – Governadora;
- Alessandro Carvalho Liberato de Mattos – Secretário de Defesa Social.
Ceará:
- Elmano de Freitas – Governador;
- Antonio Roberto Cesário de Sá – Secretário de Segurança Pública e Defesa Social.
Alagoas:
- Paulo Dantas – Governador;
- Flávio Saraiva – Secretário de Segurança Pública.
Santa Catarina:
- Jorginho Melo – Governador;
- Flávio Rogério Pereira Graff – Secretário de Segurança Pública.
Paraná
- Ratinho Júnior – Governador;
- Hudson Leôncio Teixeira – Secretário de Segurança Pública.
Rio Grande do Sul:
- Eduardo Leite – Governador;
- Mario Ikeda – Secretário de Segurança Pública.
Distrito Federal:
- Ibaneis Rocha – Governador;
- Sandro Torres Avelar – Secretário de Segurança Pública
CPI inicia trabalhos
A CPI foi impulsionada pela megaoperação no Rio de Janeiro deflagrada no final de outubro para combater o Comando Vermelho nos Complexos da Penha e do Alemão, que resultou na morte de 121 pessoas e rendeu uma série de críticas para o governo fluminense pela condução da incursão.
A Comissão foi instalada logo depois, na esteira do debate público que foi reascendido após a operação.
Nesta quarta-feira (19/11), a comissão ouviu Antônio Glautter de Azevedo Morais, diretor de Inteligência Penal Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Em sua fala, ele abordou o déficit carcerário no Brasil -de cerca de 40% – e o custo que levaria para suprir a falta de vagas.
Na terça-feira (18/11), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu na comissão que não se equipare o crime organizado ao terrorismo e deu seus argumentos.
