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Brasil

CPI do Crime aprova convocação de Bacellar e convite a Garotinho

Pedidos votados na comissão são do relator da matéria, Alessandro Vieira, que quer ouvir o ex-presidente da Alerj suspeito de vazar operação

09/12/2025 12:02, atualizado 09/12/2025 12:54
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Divulgação
Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) - Metrópoles

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira (9/12) a convocação de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e um convite para comparecimento do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, para que ambos prestem depoimento ao colegiado.

Os requerimentos foram sugeridos pelo relator da Comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que afirmou que o Rio de Janeiro é atualmente uma “vitrine” do crime organizado.

“O Rio de Janeiro hoje é, ao mesmo tempo, um laboratório do crime organizado e uma grande vitrine. O estado, que é um patrimônio dos brasileiros, aparentemente foi totalmente dominado pelo crime organizado”, assinalou Vieira.

O deputado Bacellar, recentemente afastado da presidência da Alerj, está no centro de uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que atingiu agentes públicos ligados ao Comando Vermelho. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF).

A PF aponta que Bacellar teria antecipado informações sigilosas da Operação Zargun ao deputado TH Joias (MDB), preso em setembro por ligação com o Comando Vermelho. O vazamento, segundo os investigadores, pode ter ajudado a obstruir a apuração.

Na segunda-feira (8/12), o plenário da Alerj decidiu revogar a prisão de Bacellar, que foi publicada no Diário Oficial da Assembleia desta terça-feira (9/12). A votação na Alerj decidiu aprovar o projeto de resolução que livra Bacellar da prisão preventiva, com 42 votos favoráveis, 21 contrários, duas abstenções, três ausências e um deputado licenciado.

Já o convite a Garotinho foi justificado por Vieira por ele ser uma “figura pública de longa data”, além de ter sido também secretário de segurança pública e atualmente, segundo o senador, estar apresentando “reiteradas e densas denúncias com relação ao estado de coisas do Rio de Janeiro”.

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